Correio de Carajás

Siderúrgica com tecnored vai gerar 2.000 empregos em Marabá

Vale vai construir nova siderúrgica no lugar da Ferro Gusa Carajás, que ela desativou anos atrás
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A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) concedeu a Licença de Instalação (LI) para a tecnored, um projeto pioneiro de mineração de ferro de baixo impacto ambiental em Marabá, sudeste do estado. Com tecnologia mais sustentável, de baixa emissão de carbono, o projeto também prevê a instalação de um laboratório de desenvolvimento e processamento de biomassa, no distrito industrial do município. O que permitirá a produção de 500 mil toneladas de ferro gusa, com baixa emissão de carbono, a “gusa verde”.

No dia 1º de dezembro próximo, o diretor de Relações Institucionais da Vale no Brasil, Luiz Ricardo Santiago, deverá vir a Marabá para reunião com vereadores, quando deverá informar o cronograma de obras e início das operações da siderúrgica.

O tecnored utiliza tecnologia inovadora de briquetagem, que é a chave para as baixas emissões de CO₂ do processo produtivo, pois permite o uso de bio-carvão. Assim como um carro reduz as emissões pela queima do álcool produzido a partir da cana-de-açúcar, a tecnologia reduz as emissões de carbono utilizando o bio-carvão vegetal. O início efetivo da operação do projeto de mineração está previsto para 2025 ou 2026.

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O governador Helder Barbalho fez o anúncio em vídeo postado em redes sociais. “A Secretaria de Meio Ambiente do Estado ativou a licença de instalação de um importante projeto de minério, uma planta de gusa, já no modelo tecnored, que é o chamado gusa verde, com mecanismos sustentáveis para mineração em nossa região. Este projeto envolve milhões de reais em investimentos, com a companhia Vale, e principalmente com a expectativa de agora, na instalação, nós gerarmos no pico da obra, cerca de 2 mil empregos, o que vai ajudar Marabá a crescer e se desenvolver. Não apenas Marabá, mas toda a toda a região sudeste do estado”, afirmou o governador.

Os principais impactos que serão gerados na região pelo projeto tecnored serão o aumento na arrecadação de impostos, na criação de empregos, fomento aos fornecedores locais, geração de renda, disponibilidade de etanol e ração animal e, em sua fase seguinte, de reflorestamento de áreas impactadas. Ao longo de toda a sua vida útil, o projeto tem a expectativa de gerar 15,2 milhões de reais em salários por ano, arrecadar 35 milhões de reais em imposto de renda a partir de 2040, gerar 350 milhões de reais em exportações por ano e gerar cerca de 2 mil empregos diretos e 600 indiretos em sua fase de implantação, no pico das obras civis e montagem.

“Desde o início do governo, a Semas se propôs a ter uma papel, primeiro de orientação e indução de boas práticas ambientais. Projetos como o tecnored pretendemos que seja exemplo de sustentabilidade”, ressaltou o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Mauro O’de Almeida.

A tecnologia aplicada possibilitará produzir ferro-gusa a partir da substituição de até 100% do combustível fóssil por biomassa e, desta forma, reduzir as emissões de CO. A partir de janeiro de 2022, a tecnored iniciará a mobilização das equipes para a etapa de supressão vegetal e em seguida as obras civis. “ É com satisfação que recebemos a notícia da obtenção da licença do projeto tecnored em Marabá. Um projeto de grande importância para a Vale e para a região e que trará ganhos de competitividade, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social. Agradeço ao Estado, ao município e a todos que estão empenhados para a concretização deste importante projeto”, celebrou a diretora do tecnored, Ludmila Nascimento.

A Semas incentiva as empresas na adoção de tecnologias de baixo impacto ambiental. “É importante as empresas adotarem tecnologias mais sustentáveis, isso tem que ser uma busca, um processo constante. A Semas incentiva as empresas a adotarem tecnologias mais sustentáveis em seu processo produtivo. Tecnored é um projeto pioneiro de verticalização de minério de ferro em Marabá, que trabalha com tecnologia de baixa emissão de carbono, a chamada gusa verde. O projeto contempla a implementação de um laboratório de desenvolvimento e processamento de biomassa, no distrito industrial de Marabá e estima-se a criação de até 2 mil empregos em sua fase de instalação”, pontuou Rodolpho Zahluth Bastos, secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas.

Desenvolvimento Sustentável – Marcelo Moreno, diretor de Licenciamento Ambiental da Semas, dá mais detalhes sobre o projeto. “É uma nova tecnologia em que o processo será subdividido em três unidades principais: Unidade de Beneficiamento e Aglomeração responsável pela adequação das matérias-primas; Unidade de Redução e Fusão em que os briquetes produzidos serão carregados no forno tecnored e as Unidades Auxiliares onde ocorrerá a etapa de processamento de milho a ser consumido na Planta de Gusa na etapa de aglomeração para a produção de briquetes”.

“Para evoluirmos no processo de licenciamento do tecnored, montamos uma equipe multidisciplinar a fim de melhor compreender o processo do principal produto do forno que será o ferro primário, conhecido como ferro gusa, que será produzido por meio de minério de ferro e carvão mineral, utilizando amido de milho como ligante, que é o diferencial nesta proposta, denominada como gusa verde, utilizando assim produtos do campo, o que irá favorecer os arranjos produtivos locais”, afirmou Rosa Mendes, coordenadora de Indústria, Comércio, Serviços e Resíduos da Semas.

ONDE SERÁ?

Fabrício Froes, gerente do projeto tecnored, explicou que a siderúrgica será construída na planta da antiga Ferro Gusa Carajás, no Distrito Industrial de Marabá, e que a Vale assinou termo de compromisso em julho deste ano com a prefeitura local, com várias medidas para apoiar a comunidade, com expansão da escola da Vila Café, apoiar o projeto do Aterro Sanitário de Marabá e parceria com o Sine Municipal para contratação de mão de obra.

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