Agosto Lilás visa fortalecer rede e proteção à mulher contra a violência / Foto: Ascom PMP
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Acontece neste sábado, 11, a primeira ação da campanha “Agosto Lilás”, que foi lançada na última terça-feira, 7, pela Secretaria Municipal da Mulher (Semmu) como parte das celebrações pelos 12 anos da Lei Maria da Penha. A primeira ação será a formação de multiplicadores, que começa a partir das 8h, no Instituto Federal do Pará (IFPA) e tem como tema: “A Escola como Espaço de Enfrentamento à Violência de Gênero”.

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A programação do “Agosto Lilás” é composta por seminários temáticos, oficinas socioeducativas, blitz das flores, audiência pública e abertura das Olimpíadas da Mulher, que começarão dia 31 deste mês e irão até 23 de setembro.

O intuito da campanha é divulgar a Lei Maria da Penha e promover ações de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher, além de chamar a atenção da sociedade para os direitos das mulheres e divulgar a rede de atendimento da Semmu.

De acordo com a secretária municipal da Mulher, Ângela Silva, o “Agosto Lilás” é um meio de reforçar a divulgação dos direitos e da rede de atendimento que as mulheres têm em Parauapebas.

“Durante todo o mês vamos trabalhar para que tanto as mulheres quanto a sociedade em geral sejam conscientizadas de que existe uma lei que ampara a mulher vítima de agressão, e que a partir dessa conscientização ela possa ser encorajada a buscar seus direitos e se sinta amparada ao denunciar o agressor”, observa a secretária.

MAIS DE 1 MILHÃO DE VÍTIMAS

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mesmo após a promulgação da Lei Maria da Penha, a cada ano, mais de um milhão de mulheres são vítimas de violência doméstica no Brasil. Só nos últimos dias foram vários casos de feminicídios registrados em todo o País, alguns com grande repercussão, como o caso da advogada que foi jogada pelo marido pela janela do apartamento onde moravam.

A mulher que for vítima de qualquer violência seja moral, psicológica, sexual, a patrimonial, virtual, emocional e física pode deve procurar a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) e denunciar o agressor. Da mesma forma que parentes, amigos, vizinhos ou quem precisar casos de violência contra a mulher podem denúncia sem precisar se identificar pelo Disk 100. Atitudes como essa, frisam as autoridades, podem evitar tragédias.

Para orientações e apoio psicossocial a vítima também pode se dirigir ao Centro de Referência da Mulher (CRM). (Tina Santos – com informações da Ascom PMP)

 

Fotos: Ascom PMP

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