Correio de Carajás

Seminário em Marabá é prévia para rondonistas entrarem em campo na região

O seminário prepara os universitários para as rotinas desta edição do Projeto Rondon/ Fotos: Evangelista Rocha
Por: Kauã Fhillipe

Centenas de estudantes e professores de universidades de várias regiões do País já estão em Marabá para participarem da 100ª edição do Projeto Rondon, aqui na região. E para marcar a prévia da ação em campo, o grupo tomou parte, nesta quarta-feira (8), em um Seminário de Defesa e Desenvolvimento da Amazônia Oriental, promovido no Carajás Centro de Convenções pela 23ª Brigada de Infantaria de Selva (23ª Bda Inf Sl), em conjunto com o Comando Militar da Amazônia Oriental (CMAO).

Embora tenha integrado a programação do Projeto Rondon, o seminário foi promovido pelo Exército Brasileiro, que convidou os cerca de 368 rondonistas presentes em Marabá para acompanhar as palestras como parte da preparação antes do início das atividades nos municípios paraenses. A Operação Carimbó marca a centésima edição do Projeto Rondon e será realizada entre os dias 6 e 25 de julho.

Marabá é a cidade-sede da operação, que levará universitários e professores de diversas instituições de ensino superior a 18 municípios do Pará para desenvolver oficinas e ações voltadas à educação, saúde, comunicação, cidadania, sustentabilidade e fortalecimento das comunidades locais. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Defesa e conta com o apoio das Forças Armadas, do Governo do Estado e das prefeituras municipais.

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De acordo com o major Albuquerque, chefe da Seção de Logística da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, o seminário busca ampliar o conhecimento dos participantes sobre a realidade amazônica e destacar a relação entre desenvolvimento e soberania nacional. “Defesa e desenvolvimento são palavras que não podem andar separadas, porque uma ajuda a outra. O Projeto Rondon foi convidado a participar do seminário justamente porque está iniciando as atividades nesta semana. Os rondonistas passam a conhecer melhor a nossa região, e esse conhecimento certamente vai influenciar o trabalho que eles desenvolverão nos municípios”, afirmou. Segundo o oficial, a intenção é que os universitários levem esse aprendizado para suas instituições de ensino em diferentes estados do país.

Albuquerque declara que o encontro orienta os rondonistas a respeito da região onde serão desenvolvidas as atividades

“Estamos fomentando em cada um deles um conhecimento sobre a nossa Amazônia Oriental, para que possam levar essa experiência às universidades e contribuir para formar pessoas que compreendam melhor a realidade da nossa região”, completou.

Para a professora Olívia Barreto, do Centro Universitário Lusíada (Unilus), em Santos (SP), que participa do Projeto Rondon há mais de 14 anos, a iniciativa transforma não apenas as comunidades atendidas, mas também os próprios estudantes. “Quem chega é diferente daquele que vai embora depois de trabalhar nos municípios”, resume.

Olívia: “O Projeto é uma verdadeira troca de saberes e, quando os alunos voltam para Santos, a bagagem de conhecimento que levam é enorme.”

Nesta edição, a Unilus participa com dois professores e oito alunos. Segundo Olívia, a expectativa para atuar no Pará é das melhores. “Quando soubemos que a operação seria aqui, nos empenhamos ao máximo para participar. É um sonho realizado.”

Estudante do sexto semestre de Fonoaudiologia da Unilus, Rayan Barros será um dos participantes que atuarão em São Sebastião da Boa Vista. Para ele, a experiência representa uma oportunidade de colocar em prática o conhecimento adquirido na universidade aliado a uma atuação mais humana.

O estudante de Fonoaudiologia fez pesquisas sobre o município e revela as expectativas de participar

“É importante ter um olhar humanitário, acolher, entender a realidade local e os desafios enfrentados pelas pessoas. Queremos colocar em prática tudo aquilo que aprendemos com muito amor, carinho e dedicação”, disse.

Apesar da ansiedade natural antes do início das atividades, ele afirma que a equipe chega preparada. “As expectativas são as melhores possíveis. Eu e meus colegas estudamos bastante e estamos preparados para levar o nosso melhor e ajudar a comunidade da forma que pudermos.”

Entre os estreantes está o acadêmico de Publicidade e Propaganda Vitor Rafael Jagas, do Centro Universitário de Cascavel, no Paraná. Integrante do Conjunto C, responsável pela comunicação da operação, ele afirma que os primeiros dias em Marabá já demonstram a intensidade da missão.

Vitor Rafael revela os desafios de participar do Projeto Rondon pela primeira vez

Segundo o estudante, a rotina envolve deslocamentos constantes, captação de imagens e produção de conteúdos para registrar todas as etapas do projeto nos municípios participantes. Mesmo diante do ritmo acelerado, ele define a oportunidade como única e destaca que o maior desafio será traduzir, em poucos minutos de vídeo, a dimensão da centésima edição do Projeto Rondon e o impacto das ações desenvolvidas nas comunidades paraenses.