Correio de Carajás

‘Semana Santa’ convida fiéis a reviverem a paixão, morte e ressurreição de Cristo

Em Marabá, a Diocese prepara uma série de celebrações que percorrem o caminho da paixão, morte e ressurreição de Cristo, convidando à reflexão e à caridade.

Bispo reflete sobre a importância da reflexão e do silêncio durante a Semana Santa / Foto: Taís Oliveira
Por: Milla Andrade

A Semana Santa, período mais importante do calendário cristão, mobiliza fiéis em todo o mundo em torno da fé, da reflexão e da renovação espiritual. Em Marabá, a preparação é iniciada pelos católicos, que celebram a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, e percorrem o caminho até a morte e a celebração da ressurreição, no Domingo de Páscoa.

Durante o período posterior à quaresma, a Semana Santa, ou ‘Semana Maior’, propõe um caminho de silêncio, oração e participação nas celebrações. Neste período, a igreja também faz um convite para viver a fraternidade e a caridade.

Para se aprofundar no tema e saber mais sobre a programação, o Correio de Carajás conversou com Dom Vital Corbellini, bispo responsável pela Diocese de Marabá. Segundo ele, a liturgia é considerada o centro do ano litúrgico. “Ela é santa porque os acontecimentos que nós celebramos querem nos santificar e nos colocar na vida com Deus”, afirma.

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O religioso destacou que toda a vivência cristã encontra sentido neste período, que expressa o amor de Deus pela humanidade. Por isso, todos os cristãos são chamados a participar e experimentar esse amor em cada celebração. “A Semana Santa carrega um significado e começa desde a instituição da eucaristia. É um momento de reflexão, mas também de muita alegria”, reflete.

PROGRAMAÇÃO

Em Marabá, a programação se inicia com o Domingo de Ramos, celebrado nas comunidades e paróquias entre os núcleos da cidade, recordando a entrada de Jesus em Jerusalém, sendo aclamado pelo povo. Na celebração, é comum utilizar ramos e oliveiras em sinal de adoração ao rei.

Dom Vital explica que, nesta missa, a liturgia é voltada para louvar Cristo rei. “É a entrada dele em Jerusalém, ele é aclamado por todo o povo de Deus como o santo, o filho de Davi, o filho de Deus”, explica o bispo.

Na quinta-feira santa (2), a igreja católica celebra a instituição da eucaristia e o gesto do lava-pés, além da missa da unidade com o clero.

A celebração da Sexta-feira Santa (3) é marcada pela memória da morte de Cristo na cruz e convida os fiéis à reflexão profunda. “É um dia de jejum e abstinência”, destaca o religioso.

Encerrando o Tríduo Pascal, o chamado ‘Sábado Santo’, este ano celebrado no dia sábado 4, acontece a Vigília Pascal, considerada a celebração mais longa e significativa da Igreja. “É a grande festa, onde a igreja aguarda Cristo que vai ressurgir dos mortos”, conclui.

A celebração reúne diferentes momentos simbólicos, desde a celebração da luz, ainda fora da igreja, até a renovação batismal e o momento da eucaristia. Para Dom Vital, a ressurreição representa vida nova, um momento de renovação da fé.

No Domingo de Páscoa, os cristãos celebram a vitória da vida sobre a morte, quando Cristo não está mais no sepulcro, mas caminhando entre o povo cristão. “Às vezes as pessoas ficam só no mercado da comida, faz parte, mas o principal é Cristo”, pontua.

Ao final, o bispo convida todos a participarem desse momento de devoção, a fim de vivenciar de maneira mais profunda a semana e, de forma comunitária, rezar pelas famílias e pelo mundo.