Foto: Evangelista Rocha
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Em posicionamento divulgado na noite de ontem, quarta-feira (31), pela Agência Pará de Notícias, o secretário de Segurança Pública do Estado do Pará, Ualame Machado, garantiu que laudo pericial realizado pelo Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” confirmou asfixia mecânica, causada por estrangulamento, como a causa da morte de quatro presos que eram transferidos pelo estado.

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Conforme a Segup, entretanto, a perícia também indicou que o veículo seguia todas as exigências feitas pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e estava com o sistema de ventilação em pleno funcionamento. Conforme a Agência Pará, ao menos mil operações de transporte desse tipo, em carros semelhantes, foram realizadas só este ano no Pará, sem problemas.

A Segup afirma que o CPC Renato Chaves realizou testes comprovando que o isolamento não permite escutar o que ocorre dentro do baú do caminhão, mesmo por quem está na boleia. O secretário destacou que os 30 presos pertenciam todos à mesma facção criminosa responsável por liderar o ataque em Altamira e que seguiam em quatro celas com algemas plásticas, que os uniam de dois em dois.

Conforme a Agência Pará, o Depen proíbe a presença de agente prisional dentro do baú junto com os detentos, mas eles eram monitorados por um sistema de quatro câmeras assistidas por quem estava na boleia e que o fato se deu entre os municípios de Novo Repartimento e Marabá, em um trecho de estrada não asfaltado, o que, segundo o secretário, pode ter provocado falhas na transmissão do sinal.

“Eles não morreram pela qualidade do transporte. Mas em algum momento se desentenderam, e a motivação está sendo investigada. Todos eles, por muito tempo, inclusive por meses, conviveram na mesma ala e até mesma cela”, informou Ualame Machado, viu Agência Pará.

Ainda por meio do canal oficial, o delegado-geral da Polícia Civil, Alberto Teixeira, informou que nove presos estão diretamente envolvidos nas quatro mortes porque estavam com algemas rompidas e tanto mortos quanto suspeitos possuem marcas e arranhões, o que indicaria luta corporal. Por fim, afirma que deverão ser feitos exames de DNA para confirmar quem cometeu os crimes. (Luciana Marschall)

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