Cães e gatos vivem cada vez mais, mas esse aumento da expectativa de vida nem sempre vem acompanhado de melhor saúde. Em muitos lares, práticas cotidianas se repetem e, mesmo sem má intenção, podem encurtar a vida dos animais ou afetar seriamente seu bem-estar geral.
Um dos erros mais frequentes é a obesidade, um problema em crescimento tanto em cães quanto em gatos.
O excesso de peso não compromete apenas a mobilidade, como também aumenta o risco de doenças articulares, metabólicas e cardiovasculares. Em entrevista ao La Vanguardia, a veterinária Sònia Sáez alertou que uma das falhas mais comuns é não ajustar a quantidade de alimento ao gasto energético real do animal — algo que se agrava quando há oferta frequente de petiscos e um estilo de vida pouco ativo. Segundo ela, o sobrepeso não é uma questão estética, mas um fator que impacta diretamente a saúde e a longevidade.
Leia mais:Relacionado a isso surge outro problema-chave: o sedentarismo. A falta de atividade física diária afeta o tônus muscular, a saúde das articulações e também o equilíbrio emocional. Passeios curtos, brincadeiras insuficientes ou ambientes pouco estimulantes — especialmente no caso de gatos que vivem em ambientes internos — favorecem um estilo de vida passivo que cobra seu preço ao longo dos anos.
A ausência de controles veterinários periódicos é outro dos grandes erros recorrentes. Muitas doenças evoluem de forma silenciosa e só podem ser detectadas precocemente por meio de exames preventivos. De acordo com especialistas em bem-estar animal e portais de divulgação veterinária como o “Tus Mascotas”, as visitas regulares ao veterinário permitem identificar problemas em estágios iniciais e ajustar os cuidados antes que surjam sintomas mais graves, sobretudo em animais adultos e idosos.
Também costuma ser subestimada a importância de observar mudanças de comportamento, apetite ou mobilidade. Normalizar certos sinais por causa da idade ou assumir que “faz parte de envelhecer” pode atrasar diagnósticos e tratamentos que melhorariam significativamente a qualidade de vida do animal.
É consenso que viver mais não basta se não se vive melhor. Ajustar a alimentação, incentivar o movimento diário e manter controles veterinários regulares são ações simples que, sustentadas ao longo do tempo, podem fazer uma diferença real. A longevidade de cães e gatos depende, em grande medida, de decisões cotidianas tomadas dentro de casa.
(Fonte:O Globo)
