“Na trilha do indizível, a poesia segue os rastros da lua, a música atravessa a noite e a arte encontra o que não se deixa capturar.” A frase escolhida para apresentar a 160ª edição do Sarau da Lua Cheia traduz a proposta de um encontro em que diferentes linguagens artísticas, experiências culturais e formas de conhecimento compartilham o mesmo espaço.
Na terça-feira, 27 de outubro, a área externa do bloco central do C3, na Unidade III da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá, recebeu mais uma edição desse evento tradicionalmente realizado pela Associação dos Escritores do Sul e Sudeste do Pará (AESSP).
Esta edição do Sarau foi organizada pelo Instituto de Ciências Exatas (ICE) e pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis (PROEX), em parceria com o Clube da Lua, o Instituto de Estudos em Desenvolvimento Agrário e Regional (IEDAR) e a Comuna CEPASP.
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A programação reuniu literatura, música, artes visuais, artesanato, observação astronômica e memória social. Entre as atividades estiveram exposições artísticas, oficinas abertas ao público, microfone aberto, observação com telescópio e a exposição Memorial da Luta Camponesa no Sudeste e Sul do Pará.
Uma tradição que valoriza a cultura regional
A trajetória do Sarau da Lua Cheia está ligada à atuação da AESSP, entidade que reúne escritores e promove ações de valorização da literatura e da produção autoral do Sul e Sudeste do Pará.
Ao alcançar sua 160ª edição, o evento reafirma a importância de iniciativas culturais que mantêm a literatura em circulação, criam espaços de expressão e aproximam artistas, escritores e comunidade.
A realização na Unifesspa amplia esse diálogo ao inserir a tradição do sarau em um ambiente universitário comprometido com a formação humana, a produção de conhecimento e a relação com a sociedade. A Universidade torna-se, assim, espaço de encontro entre diferentes expressões culturais e experiências que integram a vida da região.

Exposições e oficinas aproximam arte e cotidiano
Entre os destaques da programação, tivemos a exposição “Marabá em Linhas e Luz”, de Nicolly Medeiros. A atividade ampliou o espaço dedicado às artes visuais e às diferentes maneiras de expressar e interpretar o território e suas referências culturais.
A programação também incluiu a oficina de crochê “Contextura Astros”, conduzida por Gabriele Bonfim, e a oficina de pulseira “7 Nós”, com Hiwan Costa. As atividades aproximaram a programação do fazer manual e das possibilidades de criação artística, valorizando práticas que conectam técnica, imaginação e expressão individual.
As exposições e oficinas integraram a agenda cultural do sarau, que também contou com atividades vinculadas ao Edital nº 05/2025/PROEX. A presença dessas iniciativas evidencia como a extensão universitária pode abrir espaço para a circulação de produções artísticas e para o encontro entre diferentes linguagens e públicos.
Da poesia à observação do céu
A programação também aproximou cultura e ciência. O microfone aberto, previsto para o período da noite, ofereceu espaço para a expressão artística, enquanto o Clube da Lua levou à agenda a observação astronômica com telescópio.
A diversidade de atividades incluiu ainda a exibição de LATINO BREGA LOVE: Um Show de Amores, álbum visual do artista AQNO, e a venda de artesanato.
Ao reunir essas iniciativas, o Sarau da Lua Cheia estabeleceu conexões entre literatura, música, audiovisual, artes visuais, astronomia e produção artesanal. A programação evidencia que a experiência cultural pode atravessar diferentes áreas do conhecimento e criar oportunidades de convivência, expressão e aprendizagem.
A 160ª edição do Sarau da Lua Cheia reuniu diferentes dimensões da vida cultural: a palavra literária, as artes visuais, a música, o trabalho artesanal, a observação do céu e a memória das lutas sociais.
Mais do que uma programação diversificada, o encontro reafirma a importância de reconhecer a cultura como parte da formação humana e da relação entre Universidade e sociedade. Ao acolher uma iniciativa construída ao longo de muitas edições pela AESSP e por seus parceiros, a Unifesspa valoriza a produção cultural regional e fortalece os espaços de criação, participação e convivência.
Porque uma universidade pública também transforma quando abre espaço para a arte, preserva a memória e aproxima diferentes formas de conhecimento. (Fonte: Unifesspa)
