📅 Publicado em 13/10/2026 11h18✏️ Atualizado em 13/10/2026 11h21
O desenho do prejuízo deixado pelo incêndio que atingiu duas importantes lojas no núcleo Cidade Nova começa a ganhar dimensão. O representante da Fill a Fill estima em R$1 milhão as perdas com as mercadorias afetadas. Ao CORREIO, Rodrigo da Silva Costa, responsável pela unidade, conta que foi avisado sobre o sinistro por volta das 5 horas da manhã e rapidamente se dirigiu ao local, onde as chamas já estavam bastante alastradas.
“Tinha bastante produto de tecidos, que é derivado de petróleo, que é poliéster. Então, a nossa loja ficava na parte de cima, com uma quantidade razoável, onde o foco do incêndio foi iniciado. Quando eu estava acompanhando de perto ali, próximo ao corte, avisei ainda o bombeiro: ‘A chama está pegando fogo, vamos quebrar, vamos para cima’”, conta Rodrigo.

Não demorou muito para que os vidros da loja começassem a quebrar com o avanço do fogo. Segundo Rodrigo, o incêndio também provocou o desabamento do telhado de gesso acartonado, atingindo mercadorias que estavam na parte inferior. Além dos produtos destruídos diretamente pelas chamas, há preocupação com os itens que podem ser perdidos devido ao cheiro e à fumaça. A loja funcionava no térreo e mantinha um pequeno depósito no andar superior, dividido em salas de aproximadamente 3mx3m.
Leia mais:Questionado se poderia afirmar que houve perda total, Rodrigo demonstrou otimismo ao explicar que uma parte da loja permaneceu intacta. Os maiores danos, segundo ele, foram registrados na área principal, justamente onde o fogo atingiu inicialmente a estrutura próxima à farmácia vizinha.
Quiosque também foi afetado
Além da Fill a Fill e da UltraPopular, outra empresa também pode ter sido afetada pelas chamas. Ane Caroline, subgerente da CrediShop Marabá, conta que a administradora de cartões possui um anexo dentro da loja de tecidos e, devido à gravidade do incêndio, ainda não havia conseguido acessar o ponto de vendas.
FARMÁCIA
Principal executivo da rede de Drogarias Ultra Popular em Marabá, Eduardo da Silva Thomaz, não deu entrevista, mas publicou um vídeo nas redes sociais, repercutindo o incêndio que atingiu a unidade da empresa.
No início da gravação, Eduardo conta que buscou uma palavra bíblica para refletir sobre o episódio e encontrou a mensagem “Quando Deus age”. Para ele, a situação reforçou a importância da fé. “Hoje acordamos com uma notícia não muito boa, realmente bem impactante: um incêndio na nossa loja da Nagib Mutran, em Marabá. Logo fui buscar a palavra e encontrei ‘Quando Deus age’. Para mim, ficou muito claro que é preciso confiar 100% em Deus”, afirmou.
O executivo disse que a notícia foi difícil de receber, mas destacou que, segundo ele, ninguém se feriu entre os colaboradores e clientes. Também afirmou que os prejuízos são materiais e que a empresa pretende recuperar a unidade.
“É lógico que é impactante. Começar o dia com uma notícia dessas é algo que eu não desejo para ninguém. Mas só de ter a certeza de que nada aconteceu com nossos colaboradores e clientes e de saber que é algo material, que com muito trabalho, esforço e com Deus nós vamos recuperar tudo, isso acalma meu coração, minha alma e minha mente”, declarou.
COMBATE ÀS CHAMAS
O comandante regional do Corpo de Bombeiros, coronel Aristides Furtado, em entrevista exclusiva ao Correio de Correios que o incêndio começou por volta das 4h20 e que há indícios de que o fogo tenha iniciado na farmácia UltraPopular.
Segundo ele, imagens já mostram um possível curto-circuito na rua Sol Poente, mas a causa ainda será apurada pela perícia. O laudo deve ficar pronto em até 15 dias. As equipes conseguiram impedir que as chamas atingissem outras lojas e residências próximas.

Ao todo, cerca de 25 militares e cinco viaturas foram empregados na ocorrência, sendo duas de combate a incêndio. O trabalho também contou com o apoio de três caminhões-tanque da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), além de um possível reforço do Exército Brasileiro.
O comandante destacou que a grande quantidade de tecidos, produtos de limpeza e outros materiais combustíveis contribuiu para a propagação das chamas e dificultou o combate.
