Correio de Carajás

Repórter Correio

Alagados

Depois de uma noite de domingo (11) de caos em Marabá, com alagamentos por todos os lados, em vários bairros da cidade, em meio a um temporal, o governo de Marabá amanheceu a segunda-feira (12) como se nada tivesse acontecido. Os alagados foram simplesmente ignorados. Nenhuma nota pública sobre as providências emergenciais que o prefeito poderia ter determinado para resolver a vida de moradores e de comerciantes que tiveram imóveis tomados pela água.

Alagados II

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Se bem que, se olharmos o histórico das manifestações do gestor municipal quando deste tipo de ocorrência, ele certamente colocaria a culpa nos próprios atingidos pelos efeitos do temporal. É o que ele já fez neste atual período chuvoso, ao eleger o lixo nas galerias como único culpado pelos problemas, e sem assumir que gastou o verão de 2025 sem preparar Marabá para encarar o inverno.

Para constar

No temporal de 11 de janeiro, avenidas de grande circulação como a Nagib Mutran, no núcleo Cidade Nova, foram completamente submersas, com relatos de que a via “virou um rio “. A situação se repetiu em outros pontos vitais da cidade, incluindo a Avenida Boa Esperança, Avenida Antônio Vilhena, Avenida Manaus e VP-7. A chamada “Grota Criminosa”, galeria que corta quase toda a Nova Marabá, mais uma vez transbordou, não aguentando o volume de água e muitas casas foram alagadas.

Para constar II

Bairros populosos como São Félix, Morada Nova, e trechos da Nova Marabá e do Residencial Magalhães também foram severamente afetados, com a água invadindo residências e estabelecimentos comerciais. Sobre a Cidade Nova, destaque para o centro comercial, onde várias lojas foram invadidas por água logo no início na Av. Nagib Mutran, na esquina com o Posto do Bolinha.

De olho

O Ministério Público do Pará, por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Marabá, instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar, de forma contínua, os serviços de saúde e tratamentos terapêuticos destinados a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) oferecidos por clínicas particulares no município de Marabá.

De olho II

De acordo com o Ministério Público, o objetivo é assegurar que os serviços prestados às pessoas com TEA atendam às normas do Código de Defesa do Consumidor, além de verificar a disponibilidade, adequação dos tratamentos e o cumprimento das normas técnicas e sanitárias exigidas para esse tipo de atendimento especializado.

Apuração

O Ministério Público do Estado do Pará instaurou um Procedimento Investigatório Criminal para apurar a possível prática de crimes relacionados à inserção fraudulenta de dados vacinais no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) no município de Parauapebas, sudeste do estado. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 001/2026-MP/7ª Promotoria de Justiça de Parauapebas e a investigação teve origem em apurações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), cujo relatório foi anexado aos autos.

Loteria

Ganhou repercussão nacional, publicada também em veículos da grande imprensa brasileira, a história da apostadora de Marabá que será ressarcida por uma lotérica do bairro São Félix. É que o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) condenou a loteria a lhe devolver os R$ 700 que a mulher pagou por uma aposta. Rita Brandão alegou ter pedido para apostar na Mega da Virada, que prometia um prêmio recorde até então, só que o estabelecimento registrou o bilhete como um jogo comum da Mega-Sena.

Loteria II

Apesar de discordar, a defesa da loteria descartou recorrer da decisão em primeiro grau para evitar gastos “significativamente maiores” que os R$ 700. Noutras palavras, uma economia. O estabelecimento bateu o martelo depois de uma “análise estritamente pragmática e econômica”. Rita percebeu que não havia tentado a sorte na Mega da Virada enquanto ainda estava na loteria, em 11 de dezembro de 2024, e pediu o estorno em dois caixas. Não conseguiu. A professora entrou em contato com o estabelecimento por mensagens de texto. Em vão.