Correio de Carajás

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Fiação roubada

Aproveitando-se do final de semana e nas “barbas” do governo municipal, que pelo jeito vai mal até na guarda dos prédios públicos, um importante equipamentos de saúde de Marabá teve fiação furtada. E não foi em bairro escondido, mas no centro da Cidade. Na noite do último sábado (3), alguém invadiu a área externa do Centro de Especialidades Integradas (CEI), no bairro Amapá, e furtou cabos de cobre da central de energia. O ato, longe de ser um simples delito patrimonial, desencadeou um curto-circuito, um incêndio e, o mais grave, a suspensão completa dos atendimentos, deixando centenas de pacientes à deriva nesta segunda-feira.

Fiação roubada II

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O crime ocorreu por volta das 22 horas. A audácia dos ladrões expõe uma verdade incômoda: a segurança do patrimônio público, e por consequência, dos serviços essenciais à população, preocupa. A presença de um único Agente Patrimonial no local, cuja ação se limitou a acionar o Corpo de Bombeiros após o início do incêndio, demonstra uma estratégia de segurança reativa e insuficiente. Não houve dissuasão, não houve prevenção. Houve, sim, a livre ação de bandidos que sabiam da vulnerabilidade do local.

Alvo fácil

Preocupa que um prédio de tal importância, que conta inclusive com equipamentos de tecnologia e alto custo, não conte com um sistema de segurança com vigilância 24 horas, monitoramento por câmeras eficaz e uma infraestrutura que dificulte ações criminosas. A central de energia, localizada na parte externa, era um alvo fácil, um convite à criminalidade. A ausência de medidas preventivas eficazes não é apenas uma falha; é uma demonstração de descaso com o bem público e com o cidadão. Lembremos que o prefeito Toni Cunha tem sido visto em suas postagens exaltando os milhões em caixa na Prefeitura. Então, falta de recursos não é.

Operação Ano Novo

A Operação Ano Novo 2025/2026 no Pará registrou um aumento de 114% no número de acidentes em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF), neste ano foram contabilizados 15 sinistros de trânsito nas rodovias federais paraenses. Destes, dois resultaram em mortes, sendo uma na BR-010, no município de Aurora do Pará, e outra na BR-230, em Pacajá.

Operação Ano Novo II

Segundo a PRF, a operação foi encerrada às 23h59 deste domingo (4), após seis dias de mobilização iniciados na última terça-feira (30). As ações fizeram parte da Operação Rodovida, considerada a maior iniciativa anual da corporação, voltada ao enfrentamento da violência no trânsito e que seguirá em execução até o feriado de Carnaval. O levantamento aponta que, dos 15 acidentes registrados, sete foram classificados como graves. Ao todo, 25 pessoas ficaram feridas. Já na Operação Ano Novo de 2024/2025, foram registrados somente sete acidentes.

Rodovias federais

Já os acidentes em estradas federais considerando o país, durante o feriado do ano novo, resultaram na morte de 109 pessoas e em 1.315 feridos, segundo números da Operação Ano Novo, divulgados nesta segunda-feira (5) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O levantamento contabiliza os acidentes entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026. Durante o período, foram reforçados os trabalhos de fiscalização de trânsito e de prevenção de sinistros causados por condutas de risco.

Raiva animal

Neste ano, o Ministério da Saúde deverá solicitar à Organização Mundial da Saúde (OMS) a certificação do Brasil como área livre das variantes caninas da raiva (AgV1 e AgV2). A pasta reforça que a doença segue sob controle no país e que não há aumento de casos em âmbito nacional. A informação é do Ministério da Saúde. Há poucos dias, o paraense Matheus Santa Rosa dos Santos, de 24 anos, natural de São Caetano de Odivelas, o que reacendeu o alerta sobre a raiva humana no Brasil.

Raiva animal II

No ano passado, segundo o Ministério da Saúde, houve 13 casos em cães e quatro casos humanos (todos por variante silvestre). Matheus morreu após contrair raiva humana na região de Oiapoque, no Amapá. A Secretaria de Estado de Saúde do Amapá (Sesa) informou que ele foi atacado por um macaco enquanto pescava no Cabo Orange, área de manguezal no extremo norte do estado. Dias depois do ataque, o jovem apresentou sintomas de encefalite viral e precisou ser transferido para Belém, mas não resistiu.