Humilde visitante
Revestido de uma humildade que pouco deixa transparecer no seu cotidiano de alcaide, o prefeito Toni Cunha esteve no Fórum da Comarca de Marabá esta semana, onde pediu uma reunião com a juíza Aline Cristina Breia Martins, titular da 3ª Vara Cível e Empresarial de Marabá. Ocorre que é simplesmente a mesma magistrada que está para decidir sobre a ação do Ministério Público contra a contratação de um show do cantor Nattanzinho, pela quantia “módica” de R$ 700 mil. E, coincidentemente, também é a magistrada que canetou a tentativa de compra de uma caminhonete blindada para uso do gestor.
Humilde visitante II
Leia mais:A juíza aceitou receber o prefeito, que estava acompanhado da procuradora-geral do Município, Josiane Mattei e do controlador-geral Wilson Xavier. Não é possível cravar que o assunto era mesmo um pedido de que ela alivie a severidade no julgamento do caso, mas é óbvio que a visita não era coincidência. A juíza pode despachar a qualquer momento a decisão sobre a realização ou não do show, uma vez que está sendo questionado o contrato. Só para constar: Toni pouco falou, mais ouviu e deixou os advogados argumentarem.
Ausência
De outro lado, na tradicional sessão solene de aniversário de Marabá, na Câmara Municipal, o prefeito mais uma vez foi ausência e, pasme, parece que não fez falta. Tanto é assim que o seu nome só foi citado após 50 minutos de evento, na fala do vereador Dean Guimarães. Sequer o vice-prefeito João Tatagiba, que falou antes, chegou a citar o prefeito de alguma forma, ou mesmo tentou justificar a sua ausência. Falou por si e, inclusive, falou pouco do governo.
Olho na vaga
Advogada muito conhecida na Capital, Luciana Neves Gluck Paul foi homenageada pela Câmara com a comenda de “Amiga de Marabá” e discursou em plenário. Nos bastidores, no entanto, ela está em corrida pré-eleitoral para tentar ser um dos nomes na lista de pleiteantes à vaga de desembargadora no Tribunal de Justiça do Estado pela regra do Quinto Constitucional. O caminho é longo, mas passa pelo apoio da classe de advogados. O sobrenome dela não é coincidência. Ela é esposa de Ricardo Gluck Paul, presidente da Federação Paraense de Futebol.
Tribunal de Contas
O auditor de controle externo Rafael Larêdo esteve na Redação do CORREIO nesta quarta-feira (2), convidando o grupo de comunicação para se fazer presente na programação de aniversário de 10 anos da Unidade Regional de Marabá, do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O evento terá lugar no Carajás Centro de Convenções, nos dias 10 e 11 de abril.
Incra
Chamou atenção na terça-feira (1º) ocupação que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) das cidades de Parauapebas e Marabá promoveram à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em entrevista, as lideranças disseram que o movimento estava retomando negociações com órgãos do governo e a mineradora Vale após uma “trégua” de três meses. Segundo eles, a ocupação não tinha dia para terminar.
Incra
Nesta quarta-feira, no entanto, o Jornal voltou a questionar o Incra sobre o resultado das negociações, e a resposta é de que foi definida uma agenda para atendimento das demandas de criação de assentamentos nas áreas ocupadas, onde estão os acampamentos. Peritos federais agrários de outras superintendências do país devem vir pra compor uma força tarefa pra trabalhar nessas áreas.
Indígenas
Um grupo de indígenas do povo Munduruku realiza um protesto desde 25 de março em Itaituba (PA), na região do rio Tapajós. Eles contestam a tese do marco temporal e os encaminhamentos da câmara de conciliação estruturada em torno da questão e comandada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Os manifestantes bloqueiam um trecho da BR-163 e afirmam que têm sido alvo de tiros de armas de fogo, pedras e tentativas de intimidação judicial. Os munduruku mobilizados reivindicam uma reunião com o ministro.
Indígenas II
Em uma carta divulgada na segunda-feira (31/3), o Movimento Munduruku Ipereg Ayu destacava que seu grupo é composto de adultos e crianças, está recebendo xingamentos e em risco também devido a motoristas que jogam os veículos em sua direção, como forma de ameaça. Ressalta, ainda, que o protesto tem caráter pacífico, sinalizando que não desencadeou nenhum conflito e que não pretende reagir contra os agressores. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), os bloqueios na via são interrompidos à noite e restabelecidos no início do dia.