📅 Publicado em 06/04/2026 18h32✏️ Atualizado em 06/04/2026 19h06
O chefe da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Marabá, Heyder da Silva Nunes, informou ao Correio de Carajás na tarde desta segunda-feira (6) que o destino de quase uma tonelada de cocaína apreendida no sudeste do Pará seria a Europa.
A carga que estava armazenada no fundo falso de um caminhão que saiu do Mato Grosso, no centro-oeste brasileiro, e seguia para o Porto de Barcarena, no Pará, onde o entorpecente seria embarcado para fora do Brasil.

Conforme Heyder, a PRF fazia rondas na BR-155, em Marabá, quando visualizou o caminhão que seguia rumo à PA-150. Os agentes estranharam que o veículo estivesse com o eixo levantado, apontando que não estaria transportando carga convencional. “Normalmente esse trecho é feito por caminhão de soja, caminhão de milho, caminhão de grãos, que seguem para exportar pelo porto. Como ele estava vazio, chamou a atenção da equipe que fez a abordagem”.
Leia mais:

Os policiais acompanharam o caminhão até Goianésia do Pará, onde realizaram a abordagem. Ao realizarem a busca veicular, verificaram que parte do assoalho da carreta não estava fixa. “Quando foi feita a verificação detalhada, constatou-se que havia vários tabletes de entorpecente escondidos no veículo”, explicou Heyder.
Ainda segundo o chefe local da PRF, os agentes coletaram algumas amostras da substância e constataram que era cocaína. Ao todo, foram recolhidos 980 quilos da droga. “Diante da constatação, a gente solicitou também o apoio ao grupamento de cães da Polícia Militar que foi ao local para dar apoio à PRF e depois conduzir esse veículo até Marabá”.
No final da tarde desta segunda, homens das duas polícias faziam o descarregamento da droga com apoio do cão farejador, que busca localizar se há mais entorpecentes escondido no veículo.
Heyder informou que o motorista do caminhão foi preso e será encaminhado, junto da droga, para a Polícia Federal em Marabá, que deverá conduzir uma investigação sobre a origem e destino da cocaína apreendida. A reportagem não teve acesso a ele para ouvir sua versão para os fatos. A PRF estima que a apreensão causou um prejuízo entre R$ 300 e R$ 600 milhões ao tráfico de entorpecentes.


