Correio de Carajás

Quantas horas por dia é preciso estudar para o Enem? Veja dicas

Carga horária exaustiva e com pouco tempo de descanso prejudica estudos

É importante personalizar a rotina de acordo com tempo disponível e modo de aprendizado /Foto: Unsplash

Com a chegada do segundo semestre, estudantes costumam intensificar a rotina de estudos de olho na competição por uma vaga nas universidades.

No entanto, diante da ansiedade, é necessário manter o foco e a organização. Nesta etapa, é importante ficar de olho para que a rotina não se torne exaustiva e exija uma carga horária extensa, para que não prejudique o desempenho.

O MEC (Ministério da Educação) afirma que, para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano, estão inscritos cinco milhões de estudantes. O número é o maior desde 2022, representando um aumento de 47,1%, de acordo com dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

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Não existe quantidade ideal de horas

A preparação para os estudos precisa ser diversificada e personalizada de acordo com o que é melhor para cada aluno, levando em conta o tempo disponível, a base de conhecimento, a nota desejada e a rotina de cada estudante.

“O mais importante é construir uma rotina sustentável. Não adianta estudar intensamente durante uma semana e abandonar tudo na seguinte. A constância continua sendo um dos principais fatores para um bom desempenho”, diz Julia Konofal, autora de conteúdos educacionais da plataforma de estudos Kultivi.

Outro vilão é transformar a carga horária diária em uma competição de produtividade.

“Muitos estudantes passam a acreditar que estão atrasados porque não conseguem estudar dez horas por dia. Esse tipo de comparação costuma gerar ansiedade e prejudicar o aprendizado. O cérebro não funciona como uma máquina que produz mais resultados apenas porque ficou mais tempo ligada. Existe um limite para a concentração.”

Por isso, uma dica é: três horas de estudo realmente concentrado costumam valer muito mais do que uma maratona. Ao longo dessas horas, resolver exercícios, fazer simulados, revisar a matéria e explicar o conteúdo com as próprias palavras fazem o cérebro trabalhar mais e de maneira eficiente, o que impacta diretamente em mais entendimento.

Descanso também deve ser levado em conta

Uma pessoa com sono e com um cérebro cansado não aprende nada. Por isso, uma boa rotina de estudos deve incluir, também, um tempo adequado de descanso e momentos de lazer, principalmente para que os conteúdos estudados ao longo do dia permaneçam na memória.

“Jornadas excessivas de estudo, quando acompanhadas de privação de descanso, são contraproducentes”, afirma Konofal.

Mesmo sem uma fórmula que funcione para todos, em geral a rotina de três a seis horas de estudo por dia, aliada à resolução frequente de questões e simulados e revisões periódicas, costuma se encaixar aos moldes dos diferentes vestibulares.

(Fonte:CNN Brasil/Maria Paula Giacomelli)