📅 Publicado em 13/02/2026 15h00✏️ Atualizado em 13/02/2026 15h08
O “Projeto Bom Destino”, uma iniciativa de promotorias marabaenses do Ministério Público do Pará (MPPA) que utiliza madeira apreendida para construir pontes e reformar, foi selecionado como um dos vencedores do painel “Casos de Sucesso” do 24º Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente.
A apresentação ocorrerá durante o evento organizado pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), marcado para os dias 8, 9 e 10 de abril, em Pirenópolis, Goiás. A promotora de Justiça do Meio Ambiente, Josélia Leontina de Barros Lopes, representará a equipe no painel.
Além desta seleção, o projeto também figurou entre os finalistas da 22ª edição do Prêmio Innovare em 2025, uma das mais prestigiadas premiações da justiça brasileira, consolidando sua relevância como modelo de gestão sustentável e social.
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Idealizada pela 12ª Promotoria de Justiça Agrária e pela 8ª de Meio Ambiente de Marabá, o projeto inverte a lógica tradicional. Em vez de aguardar o fim do processo, a iniciativa realiza a doação imediata do material apreendido, garantindo sua utilidade pública antes que se deteriore.
Todo o trâmite possui segurança jurídica, com termos de doação anexados aos autos enquanto a ação judicial segue seu curso normal.
Ativa desde março de 2022, a iniciativa já beneficiou mais de 1.100 famílias em 25 comunidades e assentamentos. A madeira, antes um passivo ambiental, agora é transformada em pontes, reformas de escolas, corredores seguros para estudantes e caixas para apicultura e fermentação de cacau.
Até maio de 2025, o projeto distribuiu 501 metros cúbicos de madeira e quase 28 mil estacas, fortalecendo a agricultura familiar e a infraestrutura rural.
Para viabilizar a logística, o MPPA articulou uma rede com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ibama, Universidade do Estado do Pará (UEPA) e prefeituras locais. A equipe precisou superar resistências iniciais “por receio de questionamentos jurídicos e ausência de protocolo claro”, construindo fluxos seguros de fiscalização e doação.
Segundo os autores, a prática consolida o MPPA não apenas como órgão fiscalizador, mas como indutor de soluções, onde o bem apreendido “passa a cumprir papel social imediato”.
