Correio de Carajás

Projeto de Marabá é finalista em prêmio nacional de inovação

Projeto Tecer Mulher é coordenado pela professora Léia Sousa, da Faculdade de Sistemas de Informação

O projeto Tecer Mulher – InTercâmbio Tecnológico Intergeracional para a Mulher Idosa, desenvolvido na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), foi selecionado como finalista nacional do 30º Concurso Inovação no Setor Público, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

A iniciativa aparece no resultado final da etapa de avaliação inicial na Categoria Geral II – Inovação em serviços ou políticas públicas no Poder Executivo Federal, representando a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – Unifesspa. A próxima etapa será a Avaliação Final, na qual as iniciativas finalistas serão apresentadas a uma banca examinadora, em formato online, no dia 20 de outubro de 2026.

Coordenado pela professora Léia Sousa de Sousa, da Faculdade de Sistemas de Informação (FACSI/IGE/Unifesspa), o Tecer Mulher é uma tecnologia social voltada à inclusão digital de mulheres idosas amazônicas. O projeto nasceu diante de um desafio cada vez mais presente: em um contexto no qual serviços públicos, bancários e sociais passam por aplicativos, senhas, Pix, conta Gov.br e plataformas digitais, muitas mulheres idosas ainda dependem de terceiros para acessar direitos e realizar tarefas cotidianas com segurança.

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A iniciativa combina diagnóstico de proficiência digital, linguagem simples, materiais acessíveis, aulas itinerantes e troca intergeracional entre mulheres idosas e estudantes de Sistemas de Informação. Antes de definir os conteúdos das oficinas, a equipe escuta as participantes e verifica suas dificuldades reais no uso do celular. A partir disso, são trabalhados temas como WhatsApp, Pix, aplicativos bancários, Gov.br, benefícios sociais, prevenção de golpes digitais, senhas, fotos, vídeos e resolução de problemas básicos no smartphone.

Um dos diferenciais do projeto é o uso de uma linguagem próxima do território amazônico. Conceitos digitais são traduzidos para referências do cotidiano das participantes. A internet, por exemplo, pode ser explicada como um rio: há caminhos seguros, correntezas, atalhos e riscos que precisam ser reconhecidos. Essa abordagem aproxima a tecnologia da experiência de vida das mulheres idosas e fortalece o aprendizado.

Para a coordenadora do projeto, a chegada à final nacional reforça o papel da universidade pública na construção de soluções para problemas reais da sociedade. “O Tecer Mulher mostra que inovação pública também é garantir que ninguém fique para trás na digitalização do Estado. Quando uma mulher idosa aprende a acessar um serviço, proteger sua senha, evitar um golpe ou usar o celular com mais autonomia, estamos falando de cidadania digital, dignidade e direito de escolha”, destaca a professora Léia Sousa.

Além do impacto social, o projeto também contribui para a formação dos estudantes de Sistemas de Informação. Ao atuarem como facilitadores nas oficinas, os discentes aprendem a compreender as dificuldades de uso enfrentadas por pessoas idosas e a pensar tecnologias mais acessíveis, humanas e inclusivas.

Histórico – O reconhecimento pela Enap soma-se a outras conquistas do Tecer Mulher, que já foi reconhecido nacionalmente com o Prêmio LED – Luz na Educação, da TV Globo/Fundação Roberto Marinho, e conquistou o 2º lugar estadual no Prêmio Educador Transformador, promovido pelo Sebrae, na categoria Inclusão e Sustentabilidade na Educação.

Com a classificação para a etapa final do Concurso Inovação, a Unifesspa passa a integrar um grupo de iniciativas públicas reconhecidas nacionalmente por sua capacidade de gerar impacto, melhorar serviços e propor soluções inovadoras para a sociedade. A Avaliação Final do concurso ocorrerá em 20 de outubro de 2026, de forma online. A cerimônia de premiação está prevista para 12 de novembro de 2026, em Brasília.  (Fonte: Unifesspa)