Correio de Carajás

Preso por incêndio na Cidade Nova pode pegar de 6 meses a 6 anos de prisão

Homem é detido menos de 24 horas após atear fogo que destruiu empresas e causou prejuízo de R$ 1 milhão na Cidade Nova.

Homem de boné e camiseta bege sentado em cadeira azul.
Edinaldo foi preso em flagrante na Nova Marabá e pode pegar até 6 anos de prisão
Por: Chagas Filho
✏️ Atualizado em 14/10/2026 09h29

Menos de 24 horas depois de um incêndio que causou prejuízo milionário a empresas na Cidade Nova, em Marabá, a Polícia Militar prendeu o suspeito. Trata-se de Edinaldo de Oliveira Mendes Júnior. Autuado em flagrante pelo crime de incêndio (Artigo 250 do Código Penal Brasileiro), ele pode pegar uma pena que varia de 6 meses até 6 anos de prisão.

A Polícia Militar conseguiu chegar até o acusado graças a imagens de câmeras de videomonitoramento que flagraram quando ele revirara uma lixeira na esquina da Rua Sol Poente com a Avenida Nagib Mutran. Logo em seguida, ele ateou fogo e foi embora.

De posse das imagens, a polícia passou a fazer buscas pela cidade, até que a guarnição da Polícia Militar comandada pelo sargento Cícero encontrou Edinaldo, no início da noite, já no Núcleo Nova Marabá, mas ainda com a mesma roupa que usava quando provocou o incêndio. Na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil, ficou confirmado que Edinaldo já foi preso por violência doméstica.

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Sob a ótica do Código Penal Brasileiro, a definição da pena dependerá de a Justiça entender se houve dolo ou culpa. No caso do dolo, que é a intenção consciente ou assunção do risco de destruir os estabelecimentos, a pena na forma simples é de reclusão de 3 a 6 anos de prisão. Já na hipótese de crime culposo (quando o agente atua com imprudência ou negligência), a pena é de detenção de 6 meses a 2 anos.

A empresa mais prejudicada pelo crime cometido por Edinaldo foi a Fill a Fill, cujo prejuízo com as mercadorias foi estimado em cerca de R$ 1 milhão, pelos cálculos do proprietário da loja, Rodrigo da Silva Costa.

A Farmácia Ultrapopular também teve um prejuízo considerável e, além disso, cerca de outros 10 estabelecimentos foram atingidos indiretamente pelo incendiário.

Os prejuízos ainda não foram totalmente calculados, mas já passam de R$ 1 milhão

VERSÃO DO ACUSADO

Em seu depoimento à autoridade policial, Edinaldo Júnior afirmou que está em situação de rua e dorme na Estação Rodoviária da Folha 32 (Nova Marabá). Ele relatou que, por volta das 4h da manhã, estava na Nagib Mutran, nas proximidades da Farmácia Ultrapopular e da loja Fill a Fill, procurando comida nas lixeiras.

Segundo o interrogado, como não encontrou comida, resolveu colocar fogo no latão. No entanto, alegou que o fogo se espalhou rapidamente e acabou atingindo a farmácia e a loja, sustentando que não tinha a intenção de incendiar os estabelecimentos.