📅 Publicado em 24/08/2026 17h31✏️ Atualizado em 24/08/2026 17h34
A Polícia Civil autuou por estupro o homem detido pela Guarda Municipal no domingo (23), em Parauapebas, após uma casa ser invadida na madrugada de sábado (22). Na residência dormiam uma mãe e três filhas, de 11, 16 e 21 anos. Edivan Serra da Silva é suspeito de tentar abusar de uma delas, como informado pelo Correio de Carajás no final de semana.
Em depoimento à Polícia Civil, Edivan alegou que havia entrado na residência com a intenção de furtar, aproveitando que algumas janelas estavam abertas. Ainda segundo a versão apresentada por ele, ao perceber que havia pessoas no imóvel, teria tentado fechar a porta de um dos quartos para realizar uma transferência via Pix utilizando o celular de uma das vítimas.
A versão, no entanto, foi negada pela vítima. Em depoimento, ela relatou que o homem chegou a retirar seu shorts e que, quando ele se afastou para fechar a porta, ela aproveitou o momento para escapar pela janela. A jovem conseguiu chegar até a casa do irmão, onde pediu socorro.
Leia mais:Segundo o relato da vítima, não houve penetração. Ainda assim, a ausência de conjunção carnal não impede a caracterização do crime de estupro, já que a legislação considera outras formas de violência ou atos de natureza sexual praticados mediante violência ou grave ameaça.
Às 2h52, uma câmera de monitoramento registrou um homem correndo por uma rua pouco depois da invasão. A Polícia Militar foi acionada, mas quando os policiais chegaram ao imóvel o homem já havia fugido.
As imagens foram compartilhadas nas redes sociais e ajudaram a Guarda Municipal a identificar o suspeito, que foi localizado e preso na tarde de domingo.
A Polícia Civil deverá solicitar imagens de outros equipamentos de monitoramento localizados nas proximidades da residência e no trajeto indicado pela vítima. Segundo o relato, ela teria saído correndo pela rua em busca de ajuda.
A mãe das meninas relatou que a família ficou aterrorizada após o episódio. Segundo ela, as filhas estão profundamente abaladas com o que aconteceu e viveram momentos que classificou como “um filme de terror”. Edivan Serra da Silva permanece à disposição da Justiça.
