Correio de Carajás

Prefeitura planeja construir cemitério parque em Marabá

Neste registro exclusivo do CORREIO, com drone, a área do futuro cemitério
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Área de 110 mil metros quadrados, a ser dividida em 94 quadras, com 14.794 lóculos (túmulos). Esta é a especificação do terreno que abrigará o Cemitério Parque de Marabá, nome provisório da nova necrópole que a Prefeitura Municipal está preparando com prioridade máxima. É que os demais campos santos da cidade estão com capacidade esgotada, inclusive o maior deles, o da Saudade, na Folha 29 da Nova Marabá. O projeto do novo cemitério público foi apresentado ao Conselho do Plano Diretor esta semana e repassado a um relator. Tão logo o relatório saia e o projeto seja aprovado, o espaço deve começar a funcionar.

A urgência é tanta, que a Secretaria de Viação e Obras Públicas (Sevop) já vai abrir licitação na próxima semana para construção dos prédios administrativos, em paralelo ao trabalho de análise do Plano Diretor. “Como os processos licitatórios demandam tempo e um rito, precisamos começar de imediato. Temos confiança de que será aprovado no conselho”, explicou ao CORREIO o secretário Fábio Moreira.

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As benfeitorias em questão são muro, capela, portaria, prédio da administração e galpão de serviços. O terreno tem acesso pela BR-230, a Transamazônica, na saída para São João do Araguaia. A entrada será pela mesma pista que dá acesso ao Centro Universitário Pitágoras, após a sede do clube AABB.

PROCESSO COMPLICADO

Principal entusiasta do novo cemitério e quem cuidou da procura e regularização da área nos últimos três anos foi o superintendente de Desenvolvimento Urbano de Marabá, Mancipor Lopes. Ao CORREIO, ele detalhou que os dois locais em vista anteriormente, no residencial Cidade Jardim, com 170 mil m² e, depois, em área contígua ao Aeroporto, consumiram tempo nos entendimentos necessários e se mostraram ineficientes. A saída surgiu com a solicitação de antecipação da área institucional no residencial Ipiranga, junto com compensação que o empreendimento devia ao Município.

“A matrícula da área já está saindo no nome do Município. Já vai estar tudo organizado. Então, quando acabar esse trâmite do Plano Diretor e mais o projeto de lei, nós já vamos estar prontos para abrir oficialmente”, comemora Mancipor.

PROJETO NA CÂMARA

Questionado sobre que certeza tem de que o novo cemitério manterá um nível de organização e padrão que a Prefeitura quer implantar, o Mancipor Lopes respondeu que existe um projeto de Lei que deverá ser discutido e aprovado na Câmara Municipal nos próximos dias para ordenar o sistema mortuário na cidade. Todas as medidas da PMM também levam em conta um termo de ajustamento de conduta que o Município assinou junto ao Ministério Público, ainda no governo Maurino Magalhães.

NOVO PERFIL

“A nossa ideia é um cemitério para cinquenta anos”, projeta Mancipor, explicando que faz esse cálculo levando em conta que contará com ossuário e, futuramente, com um crematório. O novo cemitério de Marabá terá a cobrança de uma taxa para sepultamentos. Também uma série de regras as quais os contratantes terão de se adaptar para conseguirem um lóculo.

A principal mudança, esta inerente ao formato de cemitério parque, é que os espaços serão padronizados, sem permissão para construção de mausoléus de famílias, com construções em alvenaria e cercados, como vemos comumente nos demais campos santos da cidade.

As covas terão um tamanho pré-definido e depois vão receber a cobertura de gramado, ficando identificadas apenas por uma placa fixada no chão.
É isso que vai garantir a otimização do espaço necessária à longevidade do novo cemitério.

Outra mudança importante, atende às exigências ambientais, dado o chorume que é produzido pelos corpos em decomposição. Ele também pode contaminar o solo e os lençóis freáticos. Um cadáver adulto de 70 kg pode liberar até 30 litros de necrochorume durante o processo de putrefação do corpo.

Para fazer frente a isso, será exigido que os corpos estejam envoltos em uma manta mortuária, que deverá passar a ser fornecida pelas funerárias. A Prefeitura explica que tal providência não tem impacto nos velórios, quanto à visibilidade do cadáver, uma vez que o mesmo não é totalmente envolvido.

Ontem o CORREIO esteve no local indicado como área do futuro cemitério parque e encontrou por lá o secretário de Obras Fábio Moreira e o superintendente Mancipor Lopes, justamente numa visita técnica. A área já teve a vegetação suprimida e um trecho de muro já foi levantado. O Jornal fez registro com drone para que o leitor tenha uma ideia do tamanho do terreno e sua localização. (Da Redação)

O secretário de Obras de Marabá e o titular da SDU em visita técnica que promoveram ao local na última semana
Mapa constante no projeto da Prefeitura para a nova necrópole
Cemitério da Saudade, na Folha 29, já está exaurido
Nesta foto, um modelo de cemitério parque similar ao que Marabá vai implementar

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