Correio de Carajás

Por que cresce a lista de empresas pedindo recuperação judicial?

Taxa de juros elevada é central no cenário de crise, encarecendo a dívida e limitando crédito às companhias

Gennius, dono de Habib's e Ragazzo, amplia a lista de empresas recorrendo à recuperação judicial no país. Grupo se queixa de efeito da alta taxa de juros e da queda do consumo — Foto: Divulgação

Na mesma semana em que a Oi teve sua falência decretada pela Justiça, o Grupo Gennius, dono das redes Habib’s e Ragazzo, entou em recuperação judicial, com um passivo de R$ 265 milhões. É mais uma empresa na fila das que recorreram à Justiça para pedir proteção contra execuções movidas por credores, num esforço para reestruturar o negócio.

Agora, está ao lado de Casas Bahia, Toky (Mobly e Tok&Stok), Lojas Marabraz, CVLB (Casa&Video e Le Biscuit), Americanas e tantas outras. A crise experimentada por essas empresas tem ao menos dois pontos em comum, segundo especialistas. Um é o salto no valor da dívida e a dificuldade de acesso a crédito devido ao patamar elevado da taxa de juros por um período longo. O outro é o recuo no consumo das famílias brasileiras.

Cada uma, no entanto, tem uma trajetória própria e que resultou no pedido de recuperação judicial. Em 2025, foram apresentados 977 processos à Justiça, um recorde na série histórica. Nos quatro primeiros meses deste ano, segundo os dados mais recentes divulgados pela Serasa Experian, foram 268, envolvendo 602 CNPJs.

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