A Sexta-Feira Santa, uma das datas mais importantes do calendário cristão, é o único dia do ano em que a Igreja Católica não celebra missa. A tradição está ligada ao significado da data, que recorda a crucificação e a morte de Jesus Cristo, sendo marcada por silêncio, respeito e reflexão dos fiéis.
Segundo a prática católica, a ausência da celebração eucarística simboliza o luto pela morte de Cristo. Em vez da missa, ocorre a chamada Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, uma celebração sóbria que inclui leituras bíblicas, orações e a distribuição da comunhão com hóstias consagradas no dia anterior.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) explica que, na Sexta-Feira Santa, a Igreja faz memória da entrega de Jesus e realiza a comunhão com espécies consagradas na véspera.
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Por que a Sexta-Feira Santa muda de data?
Inserida no tríduo pascal — que celebra a paixão, morte e ressurreição de Cristo —, a Sexta-Feira Santa tem data móvel, definida a partir da Páscoa. A variação ocorre porque a celebração cristã tem como referência o período da Festa de Pessach, a páscoa judaica, mencionada nos evangelhos.
De acordo com os relatos cristãos, a morte de Jesus ocorreu durante os preparativos da celebração judaica. Conforme o Santuário Nacional de Aparecida, o dia é reservado à reflexão e à oração, em preparação para a celebração da ressurreição na Páscoa. Apesar da ausência de missas, a data mantém sua centralidade na fé católica por meio dos ritos que recordam o sacrifício de Cristo.
(Fonte: O Globo)

