📅 Publicado em 07/04/2026 09h09✏️ Atualizado em 07/04/2026 09h21
A Policlínica Carajás Miguel Chamon, em Marabá, comemorou um ano de funcionamento nesta segunda-feira (6) com números que evidenciam o tamanho da demanda por atendimento especializado na região. Ao longo desse período, foram registrados mais de 167 mil atendimentos, entre consultas, exames e serviços diversos. Apenas em consultas médicas, foram mais de 27 mil registros; já os exames de média e alta complexidade somam cerca de 127 mil procedimentos.
Uma solenidade realizada na tarde desta segunda-feira (6), nas instalações do órgão, marcou a comemoração do primeiro ano de atendimento e a consolidação dos serviços prestados. Todos os servidores foram reunidos para o corte de um bolo comemorativo, momento que contou também com as bênçãos e uma prece proferida pelo bispo da Diocese de Marabá, Dom Vital Corbellini.
Outro destaque da unidade é o Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea), que ultrapassou a marca de 12 mil atendimentos em um ano. O serviço ampliou o acesso ao acompanhamento multiprofissional e passou a suprir uma demanda antiga de famílias que, muitas vezes, precisavam buscar suporte fora de seus municípios de origem.
Leia mais:Para o diretor-executivo da unidade, Joabe Lopes, o primeiro ano foi focado na implantação, mas os resultados já apontam para um crescimento contínuo. “Esse primeiro período foi de estruturação, mas a tendência é de ampliação. À medida que os municípios buscam mais os serviços, tanto nas especialidades quanto nos exames, acreditamos que esses números devem crescer ainda mais”, afirma.
Ele também destaca a importância estratégica do Natea: “A região tinha uma carência muito grande no atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Esse serviço veio justamente para suprir essa falta e dar suporte a quem esperava há muito tempo por esse tipo de atendimento”.
A governadora Hana Ghassan e o secretário regional de Governo, João Chamon, foram representados na solenidade pela coordenadora de assistência Minéa Maria Furtado. Ela avalia que a policlínica já cumpre um papel fundamental na redução da demanda reprimida na área da saúde.
“É um momento de celebração. Essa era uma obra muito esperada, não só por Marabá, mas por toda a Região de Carajás. Em um ano, já são mais de 167 mil atendimentos, o que mostra o impacto direto desse serviço na vida da população”, pontua a coordenadora.

Atendimento
Entre as especialidades mais procuradas na unidade estão cardiologia, ortopedia, oftalmologia, ginecologia e neurologia clínica. Nos exames, predominam os laboratoriais, seguidos por radiografias, tomografias, ultrassonografias e ressonâncias magnéticas, um reflexo claro do aumento no acesso ao diagnóstico especializado no interior do estado.
A unidade oferece atendimento em diversas áreas, como ortopedia, cardiologia, dermatologia, psiquiatria, pneumologia e urologia, além de especialidades voltadas ao público infantil, a exemplo de alergologia, endocrinologia e nefrologia.
A estrutura inclui ainda exames laboratoriais e de imagem, como endoscopia, eletrocardiograma e densitometria óssea.
Moradora de Itupiranga, Silvia Bezerra está entre as pacientes atendidas desde o início das atividades da policlínica. Para ela, a proximidade e a oferta de especialistas fizeram toda a diferença no dia a dia. “Antes, a gente não tinha esse acesso. Em Itupiranga, nem sempre tem especialista, e aqui ficou muito mais fácil. O atendimento é bom e resolve muita coisa que antes a gente precisava ir mais longe para conseguir”, relata.
O atendimento na Policlínica é realizado por meio da regulação estadual. O primeiro passo para o paciente é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em seu município de origem. Após a avaliação médica, o paciente recebe o encaminhamento e deve procurar a Secretaria Municipal de Saúde, que fica responsável por realizar o cadastro e o agendamento pelo sistema estadual.
Para os próximos anos, a expectativa é de ampliação dos serviços. Segundo Joabe Lopes, a meta é aumentar a capacidade de atendimento sem perder a qualidade assistencial. “A ideia é ampliar a oferta, sempre com atendimento humanizado, com cuidado e respeito. O SUS é para todos, e o nosso objetivo é conseguir atender cada vez mais pessoas com eficiência”, conclui o diretor.

