Correio de Carajás

Polícia revela detalhes sobre “mentor” de estupro coletivo no Rio

Segundo a Polícia Civil, um menor é considerado “o maior responsável” por armar uma emboscada contra a jovem

Reprodução/Redes sociais

Um menor suspeito de envolvimento no estupro coletivo de uma jovem de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, é apontado como mentor do crime, segundo o delegado responsável pelo caso, Ângelo Lages. O adolescente, também de 17 anos, é ex-namorado da vítima e aguarda uma decisão da Justiça que definirá se ele será internado ou não de forma provisória.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), em 31 de janeiro, a vítima, de 17 anos, recebeu um convite do adolescente para ir à casa de um amigo, em Copacabana.

Ao chegar no prédio, o ex-namorado insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado por ela. No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com os acusados, sendo agredida e estuprada.

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Segundo o delegado, o menor é considerado “o maior responsável pelo crime” por armar uma emboscada contra a jovem, sob o pretexto de um encontro entre os dois, e, por usar do mesmo “modus operandi” com outras vítimas. Lages indica que a popularidade dele no colégio o ajudava a conversar e ter a confiança de algumas meninas.

“O mesmo modus operandi, porque ele, ao que tudo indica, era um garoto popular no colégio. As meninas de alguma forma gostavam de ficar com ele, por ele ser popular, por acharem ele bonito. Então ele tinha confiança das meninas. Então ele era o responsável por atrair essas meninas para o apartamento. E chegando no apartamento elas eram submetidas a esse tipo de crime”, disse.
Ainda conforme o delegado, as investigações acerca do estupro coletivo constataram que outras estudantes menores de 18 anos haviam sido vítimas do adolescente. O delegado enfatiza que ele tratava da mesma tática, uma vez que uma garota de 14 anos foi atraída e estuprada da mesma forma.

A vítima de 14 anos relatou o crime aos investigadores da PCERJ e contou que, apesar de chorar o tempo todo durante o crime, não foi suficiente para que o adolescente e seus amigos parassem as agressões.

O delegado pontua que o menor de 18 anos era quem deveria ser o maior responsabilizado pelos crimes, no entanto, prevê que ele deve ser o menos apenado.

Entenda o estupro coletivo em Copacabana

Em 31 de janeiro, a jovem recebeu um convite para ir à casa de um amigo, em Copacabana. No prédio, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi recusado pela vítima.

No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com outros três rapazes que insistiam para ela manter relações com eles.

Com a negativa, os adolescentes passaram a se despir e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica. A adolescente alegou que foi segurada pelos cabelos, agredida com um chute na região abdominal e impedida de deixar o quarto.

Dois dos suspeitos foram desligados do Colégio Pedro II. Os acusados maiores de 18 anos foram identificados pela polícia como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18; João Gabriel Xavier Bertho, 19; e Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19. Os quatro estão presos.

(Metrópoles)