Correio de Carajás

Polícia procura feminicida que matou marabaense em Minas Gerais

Corpo de Bruna Aline Rodrigues foi trazido para sua cidade natal, onde foi sepultado na última semana

Gessinaldo da Silva França, de 21 anos, é suspeito de matar a ex-companheira Bruna Aline, de 27 / Foto: Redes sociais
Por: Da Redação

O ano virou e, em 120 minutos, o Brasil já tinha registrado seu primeiro feminicídio de 2026. Às 2h da manhã de 1º de janeiro, a marabaense Bruna Aline Rodrigues de Souza, 27 anos, foi morta pelo ex-namorado, em Bom Repouso (MG), diante de crianças, inclusive seus filhos. A cena se repete com uma crueldade didática: o agressor é quase sempre alguém íntimo; a arma é doméstica; o lugar pode ser a casa ou a rua; e o Estado chega tarde, quando chega.

A Polícia Militar segue com as buscas por Gessinaldo da Silva França, de 21 anos, suspeito de . O crime ocorreu no bairro Nossa Senhora de Fátima e é tratado como feminicídio, o primeiro registrado no município este ano. Bruna era marabaense e seu corpo foi trazido para sua cidade natal, onde foi sepultado na última semana.

Segundo a PM, uma testemunha relatou que ela esteve em um bar e, posteriormente, foi para casa cuidar de sete crianças, entre as quais dois filhos da vítima. Em seguida, o suspeito teria invadido o imóvel e atacado Bruna com uma faca, na presença das crianças, que correram para pedir ajuda.

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Ainda segundo a polícia, ao entrar na residência, a testemunha encontrou a vítima caída, com diversos ferimentos. O suspeito fugiu do local em uma motocicleta. O Samu foi acionado, mas Bruna já estava sem vida quando a equipe chegou.

A mãe da vítima informou à PM que Bruna já vinha sendo ameaçada pelo ex-companheiro. As forças de segurança realizam diligências na região para localizar o suspeito.

Ela estava morando há cinco anos em Bom Repouso, no sul de Minas Gerais, onde foi trabalhar. No final de 2025, a Bruna decidiu terminar o relacionamento com Gessinaldo e a partir daí ele mudou completamente o comportamento e passou a ser intimidativo e agressivo. Na noite do crime, ela foi para uma festa com amigos e familiares, mas decidiu ir embora assim que viu o ex-companheiro. Ela teria sido ameaçada. Inclusive, há relatos que ela teria sido agredida por uma irmã de Gessinaldo, que jogou um copo de cerveja na vítima.

À meia noite, ela decidiu ir para a casa de uma conhecida. Lá, ela ficou por conta de cuidar de sete crianças, duas das quais filhas de Bruna e Gessinaldo.

Ele descobriu onde ela estava e foi ao local, invadiu a casa e usou uma faca e invadiu o quarto em que Bruna estava e desferiu 11 facadas e ela morreu no local.

As sete crianças ficaram com medo do que viram e correram. As maiores pediram ajuda para vizinhos. Eles entraram no imóvel e encontraram Bruna já sem vida.

A PM foi ao local, mas o suspeito já havia fugido em uma motocicleta, que foi encontrada posteriormente pela polícia na zona rural de Bom Repouso. O dono do veículo revelou às autoridades que Gessinaldo invadiu sua casa, pegou as chaves e a moto e saiu sem qualquer tipo de autorização.

A mãe do suspeito disse que o filho não havia passado por lá durante a madrugada e não sabia onde ele estaria. A mãe de Bruna disse que a filha estava recebendo ameaças de morte durante a semana que antecedeu o crime, após o término do relacionamento com Gessinaldo.

Corpo de Bruna foi trazido para Marabá. Sua morte é considerado o primeiro feminicídio do Brasil em 2026