📅 Publicado em 11/01/2026 14h57
O ano virou e, em 120 minutos, o Brasil já tinha registrado seu primeiro feminicídio de 2026. Às 2h da manhã de 1º de janeiro, a marabaense Bruna Aline Rodrigues de Souza, 27 anos, foi morta pelo ex-namorado, em Bom Repouso (MG), diante de crianças, inclusive seus filhos. A cena se repete com uma crueldade didática: o agressor é quase sempre alguém íntimo; a arma é doméstica; o lugar pode ser a casa ou a rua; e o Estado chega tarde, quando chega.
A Polícia Militar segue com as buscas por Gessinaldo da Silva França, de 21 anos, suspeito de . O crime ocorreu no bairro Nossa Senhora de Fátima e é tratado como feminicídio, o primeiro registrado no município este ano. Bruna era marabaense e seu corpo foi trazido para sua cidade natal, onde foi sepultado na última semana.
Segundo a PM, uma testemunha relatou que ela esteve em um bar e, posteriormente, foi para casa cuidar de sete crianças, entre as quais dois filhos da vítima. Em seguida, o suspeito teria invadido o imóvel e atacado Bruna com uma faca, na presença das crianças, que correram para pedir ajuda.
Leia mais:Ainda segundo a polícia, ao entrar na residência, a testemunha encontrou a vítima caída, com diversos ferimentos. O suspeito fugiu do local em uma motocicleta. O Samu foi acionado, mas Bruna já estava sem vida quando a equipe chegou.
A mãe da vítima informou à PM que Bruna já vinha sendo ameaçada pelo ex-companheiro. As forças de segurança realizam diligências na região para localizar o suspeito.
Ela estava morando há cinco anos em Bom Repouso, no sul de Minas Gerais, onde foi trabalhar. No final de 2025, a Bruna decidiu terminar o relacionamento com Gessinaldo e a partir daí ele mudou completamente o comportamento e passou a ser intimidativo e agressivo. Na noite do crime, ela foi para uma festa com amigos e familiares, mas decidiu ir embora assim que viu o ex-companheiro. Ela teria sido ameaçada. Inclusive, há relatos que ela teria sido agredida por uma irmã de Gessinaldo, que jogou um copo de cerveja na vítima.
À meia noite, ela decidiu ir para a casa de uma conhecida. Lá, ela ficou por conta de cuidar de sete crianças, duas das quais filhas de Bruna e Gessinaldo.
Ele descobriu onde ela estava e foi ao local, invadiu a casa e usou uma faca e invadiu o quarto em que Bruna estava e desferiu 11 facadas e ela morreu no local.
As sete crianças ficaram com medo do que viram e correram. As maiores pediram ajuda para vizinhos. Eles entraram no imóvel e encontraram Bruna já sem vida.
A PM foi ao local, mas o suspeito já havia fugido em uma motocicleta, que foi encontrada posteriormente pela polícia na zona rural de Bom Repouso. O dono do veículo revelou às autoridades que Gessinaldo invadiu sua casa, pegou as chaves e a moto e saiu sem qualquer tipo de autorização.
A mãe do suspeito disse que o filho não havia passado por lá durante a madrugada e não sabia onde ele estaria. A mãe de Bruna disse que a filha estava recebendo ameaças de morte durante a semana que antecedeu o crime, após o término do relacionamento com Gessinaldo.

