Correio de Carajás

Polícia prende suspeita de homicídio motivado por dívida de drogas

Ilzeni foi encontrada pela Polícia Civil em casa, na noite de terça/ Foto: Divulgação
Por: Luiz Carlos Silva-Freelancer com informações da PC

A Polícia Civil do Estado do Pará cumpriu, na noite de terça-feira (30), um mandado de prisão preventiva contra Ilzeni Alves Pereira. A mulher é investigada pela morte de João José de Nascimento Santos. O crime ocorreu em abril deste ano, no município de Itupiranga, e teve grande repercussão.

Segundo a linha investigativa apresentada pela autoridade policial, o homicídio teria sido motivado por uma dívida relacionada ao tráfico de drogas. A suspeita é de que desentendimentos entre a vítima e a investigada tenham culminado no assassinato, hipótese que vem sendo apurada ao longo do inquérito policial.

João José foi morto na noite de 27 de abril deste ano após ser atingido por diversos golpes de faca. Desde a ocorrência do crime, policiais civis realizaram diligências, oitivas e levantamentos de informações com o objetivo de esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar os envolvidos.

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O trabalho investigativo reuniu elementos considerados suficientes para subsidiar o pedido de prisão preventiva da suspeita. A medida cautelar foi expedida pela Vara Única da Comarca de Itupiranga em 25 de junho.

Em seguida, equipes da Polícia Civil intensificaram as buscas para localizar a investigada. Durante vários dias foram realizadas diligências em diferentes pontos do município até que, por volta das 22 horas desta terça-feira, os policiais conseguiram localizar Ilzeni na própria casa.

No momento da abordagem, a investigada foi informada sobre a decisão judicial, recebeu voz de prisão e foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Itupiranga. O procedimento transcorreu sem registro de resistência ou intercorrências. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia Civil de Itupiranga, vinculada à 10ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP).

Na unidade policial, foram adotadas todas as providências legais cabíveis para o cumprimento da ordem judicial. A presa permanece à disposição do Poder Judiciário e deverá responder às acusações no decorrer da instrução processual. O Correio de Carajás não teve acesso a ela para ouvir a versão da mulher para os fatos.

A Polícia Civil destacou que a prisão representa um importante avanço na apuração do caso e reforça o compromisso das forças de segurança pública com a elucidação de crimes graves e a responsabilização de seus autores. As investigações prosseguem para o completo esclarecimento das circunstâncias que envolveram o homicídio.