📅 Publicado em 10/08/2026 15h21✏️ Atualizado em 11/08/2026 16h28
A Polícia Civil do Pará concluiu a investigação sobre uma suposta alteração irregular na súmula de uma partida do futebol paraense e indiciou o árbitro Olivaldo José Alves Moraes e o então presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paraense de Futebol (FPF), Fernando José de Castro Rodrigues.
O caso envolve a partida entre Paraense e Santos, disputada em 6 de novembro de 2025. Segundo a investigação, a súmula registrou inicialmente a expulsão de um jogador. Quatro dias depois, um adendo ao documento teria alterado a informação, passando a apontar outro atleta como o expulso.
Para a Polícia Civil, a mudança não teria sido apenas uma correção de erro, mas uma alteração deliberada de informação relacionada à competição esportiva. Os dois investigados foram indiciados com base no artigo 200 da Lei Geral do Esporte, que trata da alteração ou falsificação de resultado ou de aspecto relacionado a competição esportiva.
Leia mais:A investigação foi conduzida pela Polícia Civil e o inquérito, assinado pelo delegado Marcos André Araújo, em 7 de agosto, foi encaminhado ao Ministério Público. Com a conclusão do procedimento policial, caberá ao Ministério Público analisar os elementos reunidos e adotar as medidas que considerar cabíveis.
Durante a investigação, também foi analisada uma suspeita de coação no curso do processo envolvendo Fernando José de Castro Rodrigues. Segundo a apuração, porém, não houve indiciamento por esse fato por falta de provas.
A Federação Paraense de Futebol informou que Fernando Rodrigues deixou a presidência da Comissão de Arbitragem em 21 de julho.
O indiciamento representa uma conclusão da investigação policial, mas não significa condenação. Eventual responsabilização criminal dependerá das próximas etapas do processo na Justiça.
FPF aguarda manifestação do MP
Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (10), a FPF informou que tomou conhecimento da conclusão do inquérito policial por meio da Imprensa e dos canais oficiais. A entidade ressaltou que o procedimento policial tem caráter meramente informativo e preliminar e que servirá de subsídio para a análise do Ministério Público do Estado do Pará.
A FPF afirmou ainda que respeita as garantias constitucionais, especialmente o princípio da presunção de inocência e o devido processo legal, e que aguardará “com serenidade” a manifestação do Ministério Público e do Poder Judiciário sobre o caso.
Na nota, a Federação também reafirmou o compromisso com a transparência e a integridade do futebol paraense, destacando que manteve postura de cooperação com as autoridades durante a investigação. A entidade declarou confiar na condução técnica e isenta da Justiça.
