Correio de Carajás

Polícia Civil afirma ter provas robustas contra trio preso pela morte de Farinha

Dois policiais militares e um civil foram presos na Operação Efeito Cliquet. Investigação aponta provas robustas, mas motivação do crime segue sob análise.

Policiais militares em frente a uma residência à noite, com imagem de um homem sobreposta.
O jovem foi assassinado após sair de um partida de futebol/ Foto: Divulgação
Por: Milla Andrade e Kauã Fhillipe
✏️ Atualizado em 02/06/2026 11h30

A Polícia Civil informou ter um conjunto robusto de provas apontando a participação dos policiais militares Tiago da Silva Cabral e Jardel da Silva Santos, e de Gerlânio Macedo Amorim, que não integra nenhuma força de segurança, no assassinato de Jessé Farinha, ocorrido em Marabá. O Correio de Carajás tenta localizar a defesa dos suspeitos.

Tiago Cabral, Jardel da Silva Santos e Gerlânio Amorim são suspeitos do assassinato do desportista Farinha, em Marabá

Os três foram presos na Operação Efeito Cliquet, desencadeada nas primeiras horas desta terça-feira (2). Além dos mandados de prisão temporária, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar. Jessé Farinha, de 22 anos, foi morto a tiros no dia 24 de abril, na Folha 28, Núcleo Nova Marabá.

Em entrevista, o superintendente regional da Polícia Civil no Sudeste do Pará, delegado Antônio Mororó, afirmou que a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios de Marabá reuniu provas contundentes que “demonstram, de forma inequívoca, a participação dos três investigados na empreitada criminosa”.

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Mororó ressaltou que a representação pelas prisões cautelares foi fundamentada em elementos consistentes reunidos ao longo da investigação. Entre as provas estão várias horas de imagens registradas por câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e documentos analisados pela equipe policial.

Delegado Mororó: “As provas demonstram, de forma inequívoca, a participação dos três investigados na empreitada criminosa”/ Foto: Arquivo/Correio de Carajás

Apesar dos avanços na investigação, a motivação do crime ainda não foi esclarecida. De acordo com o delegado, a expectativa é que a análise de materiais apreendidos durante a operação, especialmente aparelhos celulares, contribua para elucidar a questão.

As prisões temporárias têm validade inicial de 30 dias e visam aprofundar as investigações. Os suspeitos ainda não foram interrogados pela Polícia Civil.

Jessé Farinha havia acabado de sair de uma partida de futebol no Colégio Luzia Nunes, acompanhado de um amigo, quando foi surpreendido pelos atiradores. O companheiro também foi atingido pelos disparos, mas sobreviveu. A Polícia Civil preferiu não detalhar a possível participação de cada suspeito na dinâmica do crime a fim de não atrapalhar a continuidade da investigação.