Correio de Carajás

Pneus acumulados no Km 6 teriam ampliado incêndio, diz Bombeiros

As chamas rapidamente se espalharam e uma imensa nuvem de fumaça envolveu o céu de Marabá / Evangelista Rocha
Por: Kauã Fhillipe
✏️ Atualizado em 20/08/2026 19h38

O intenso verão amazônico continua castigando Marabá com o avanço de incêndios registrados nos últimos dias. Na tarde desta quinta-feira (20), uma imensa coluna de fumaça negra chamou a atenção de quem passava pela Rodovia Transamazônica, na altura da BR-230, na Nova Marabá. Da Cidade Nova e até do São Félix ela podia ser vista de forma impactante, o que chamou a atenção também da Reportagem do CORREIO.

Às margens da estrada, um incêndio de grandes proporções consumia a vegetação e avançava sobre uma área onde também havia uma grande quantidade de pneus velhos empilhados.

Paixão redobra as orientações para a população neste período de seca

O cenário chamou a atenção tanto pela fumaça que podia ser vista de longe, quanto pela presença dos pneus, que, segundo o sargento Paixão, do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, teriam contribuído para a intensidade e o alastramento das chamas. Por volta das 15h, a equipe foi acionada para combater o fogo, com oito profissionais que foram mobilizados na ocorrência, enquanto as labaredas avançavam em meio à vegetação seca, sob o forte calor que toma conta da região neste período do ano.

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“A gente está num momento típico da nossa região, um momento de verão. A vegetação se encontra totalmente seca e quando o cidadão quer fazer uma queimada controlada, mas não se preocupa em fazer um aceiro, em analisar o horário que ele tem que fazer a sua queimada. Aí acontece isso aí, olha: toca fogo em horário de almoço, que é quando o sol está mais quente e ventilando, que é bem propício para pegar fogo e ocasionar um incêndio”, analisa o sargento.

Enquanto os bombeiros trabalhavam para impedir que as chamas alcançassem as empresas instaladas às margens da rodovia, outros focos de incêndio podiam ser vistos em áreas mais afastadas da vegetação. A fumaça que tomava conta do céu dava dimensão do avanço do fogo pela região. De acordo com Paixão, a área atingida é de difícil acesso, o que atrapalha o trabalho das equipes. As duas viaturas utilizadas na ocorrência possuem, juntas, cerca de 2 mil litros de água, mas não conseguem alcançar todos os pontos atingidos pelas chamas. Ainda assim, a guarnição seguia trabalhando para impedir que o incêndio avançasse.

O sargento também reforçou o alerta à população sobre os riscos das queimadas durante o período de estiagem e destacou que a prática pode configurar crime. Paixão ainda orientou que, em situações em que a queima seja permitida, sejam adotadas medidas de segurança para evitar que o fogo saia do controle.

“Se você quer fazer uma queimada, faça uma queimada controlada, faça um aceiro e fique monitorando o fogo para não se tornar um incêndio e não perder o controle desse incêndio”, finaliza.