Correio de Carajás

PF interceptou mensagens de investigados em ataques contra a Vale

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Conforme informações da Polícia Federal, durante coletiva de imprensa na Delegacia de Marabá, áudios e mensagens de texto apontam para envolvimento direto de um um dos presos temporários na operação desencadeada hoje, segunda-feira (7), em Parauapebas. A pessoa foi uma das responsáveis por ataques contra torres de transmissão e na Estrada de Ferro Carajás, da mineradora Vale.  Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão.

De acordo com o delegado Igor Chagas, mais pessoas estão envolvidas e as investigações terão continuidade. O grupo chegou a exigir R$ 15 milhões da empresa para cessar os ataques. “Consistia em desparafusamento de diversas torres de transmissão de energia, o que afetava os empreendimentos da empresa, além de causar sério risco a vida das pessoas da região”, comentou.

As investigações foram iniciadas em maio de 2016, pela Polícia Civil, quando os ataques contra as torres foram iniciados. Em outubro, aconteceu novo ataque, desta vez na na Estrada de Ferro Carajás, caso divulgado pelo Jornal Correio. À altura da ponte do Rio Jacundazinho, dentro da Terra Indígena Mãe Maria, no município de Bom Jesus do Tocantins, foram colocados explosivos que, após serem detonados, impediram a circulação do trem. A partir deste ato, o caso passou a ser investigado pela Polícia Federal de Marabá.

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“De maio a novembro do ano passado foram 12 ataques. Em maio deste ano mais um ataque e em julho foi encontrado mais um explosivo na EFC”, informou o delegado, acrescentando que por meio do trabalho de inteligência da PF foi possível chegar ao responsável por fazer ameaças e extorquir dinheiro da mineradora.

EXTORSÃO

“Essa pessoa costumava entrar em contato com um funcionário da Vale, indicava as torres que foram atacadas, a empresa ia ao local, constatava a veracidade das informações e em seguida essa pessoa cobrava valores para que estes ataques cessassem. Estes valores chegaram a R$ 15 milhões. A empresa nunca chegou a negociar com essas pessoas, sempre procurou a Polícia Civil e a Polícia Federal e trabalhou em parceria para que a gente identificasse essas pessoas”.

Áudios colhidos durante as investigações apontam uma das pessoas presas confirmando ter sido a responsável pelos ataques, inclusive o ocorrido na ponte. “Temos fortes evidências de que a pessoa presa hoje foi a responsável por estas ameaças e essas ameaças sempre mencionavam o envolvimento de outras pessoas. A partir da oitiva que será realizada hoje vamos tentar chegar a outras pessoas que com certeza trabalhavam com ela”, explicou.

Os nomes das duas pessoas não foram revelados, pois, de acordo com a PF, as investigações terão continuidade e essa divulgação poderia atrapalhar os próximos passos. “Ainda vamos apurar quantas pessoas são. Sabemos que existem outras por meio das mensagens captadas, por mensagens de texto e áudios. A partir da operação de hoje vamos aprofundar as investigações e tentar identificar quem são os demais. Há a suspeita de gente inclusive fabricando bombas artesanais para serem colocadas na estrada de ferro”, observou o delegado.

Uma das pessoas presas já possui passagens pela polícia, tendo sido presa por Estelionato, e investigada pela própria Polícia Federal por crime eleitoral. Ainda não chegaram a Marabá os materiais apreendidos no cumprimento dos mandados, mas o delegado Igor Chagas adiantou que a ideia era procurar por artefatos explosivos ou materiais utilizados na fabricação, além de ferramentas e parafusos utilizados nos ataques às torres.

“Sabemos que não será fácil porque eram pessoas que agiam com cuidado. As partes retiradas das torres normalmente eram deixadas no local para dificultar as investigações, constantemente trocavam de chips de celular e pensavam em formas de evitar o rastreamento”. As pessoas presas não possuem qualquer vínculo empregatício com a mineradora, mas a PF suspeita que possa haver envolvidos que forneçam informações de dentro da Vale.

Dentre os crimes investigados estão Extorsão, Explosão, Perigo de Desastre Ferroviário, Atentado contra a Segurança de Serviço de Utilidade Pública e Fabricação de Artefato Explosivo. As penas somadas ultrapassam 30 anos de reclusão. A operação foi batizada de “Extortor”, ou seja, aquele que pratica extorsão.

VALE

Procurada pelo Correio de Carajás, em nota, a Vale informou que participou das investigações fornecendo informações à Polícia Federal, nos últimos meses, em função da gravidade dos atos de sabotagem cometidos contra a empresa. “A Vale vai continuar colaborando com as investigações da Polícia Federal e ressalta o trabalho profissional e competente da PF ao longo desta investigação”, diz o texto. (Luciana Marschall e Chagas Filho)

 

Conforme informações da Polícia Federal, durante coletiva de imprensa na Delegacia de Marabá, áudios e mensagens de texto apontam para envolvimento direto de um um dos presos temporários na operação desencadeada hoje, segunda-feira (7), em Parauapebas. A pessoa foi uma das responsáveis por ataques contra torres de transmissão e na Estrada de Ferro Carajás, da mineradora Vale.  Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão.

De acordo com o delegado Igor Chagas, mais pessoas estão envolvidas e as investigações terão continuidade. O grupo chegou a exigir R$ 15 milhões da empresa para cessar os ataques. “Consistia em desparafusamento de diversas torres de transmissão de energia, o que afetava os empreendimentos da empresa, além de causar sério risco a vida das pessoas da região”, comentou.

As investigações foram iniciadas em maio de 2016, pela Polícia Civil, quando os ataques contra as torres foram iniciados. Em outubro, aconteceu novo ataque, desta vez na na Estrada de Ferro Carajás, caso divulgado pelo Jornal Correio. À altura da ponte do Rio Jacundazinho, dentro da Terra Indígena Mãe Maria, no município de Bom Jesus do Tocantins, foram colocados explosivos que, após serem detonados, impediram a circulação do trem. A partir deste ato, o caso passou a ser investigado pela Polícia Federal de Marabá.

“De maio a novembro do ano passado foram 12 ataques. Em maio deste ano mais um ataque e em julho foi encontrado mais um explosivo na EFC”, informou o delegado, acrescentando que por meio do trabalho de inteligência da PF foi possível chegar ao responsável por fazer ameaças e extorquir dinheiro da mineradora.

EXTORSÃO

“Essa pessoa costumava entrar em contato com um funcionário da Vale, indicava as torres que foram atacadas, a empresa ia ao local, constatava a veracidade das informações e em seguida essa pessoa cobrava valores para que estes ataques cessassem. Estes valores chegaram a R$ 15 milhões. A empresa nunca chegou a negociar com essas pessoas, sempre procurou a Polícia Civil e a Polícia Federal e trabalhou em parceria para que a gente identificasse essas pessoas”.

Áudios colhidos durante as investigações apontam uma das pessoas presas confirmando ter sido a responsável pelos ataques, inclusive o ocorrido na ponte. “Temos fortes evidências de que a pessoa presa hoje foi a responsável por estas ameaças e essas ameaças sempre mencionavam o envolvimento de outras pessoas. A partir da oitiva que será realizada hoje vamos tentar chegar a outras pessoas que com certeza trabalhavam com ela”, explicou.

Os nomes das duas pessoas não foram revelados, pois, de acordo com a PF, as investigações terão continuidade e essa divulgação poderia atrapalhar os próximos passos. “Ainda vamos apurar quantas pessoas são. Sabemos que existem outras por meio das mensagens captadas, por mensagens de texto e áudios. A partir da operação de hoje vamos aprofundar as investigações e tentar identificar quem são os demais. Há a suspeita de gente inclusive fabricando bombas artesanais para serem colocadas na estrada de ferro”, observou o delegado.

Uma das pessoas presas já possui passagens pela polícia, tendo sido presa por Estelionato, e investigada pela própria Polícia Federal por crime eleitoral. Ainda não chegaram a Marabá os materiais apreendidos no cumprimento dos mandados, mas o delegado Igor Chagas adiantou que a ideia era procurar por artefatos explosivos ou materiais utilizados na fabricação, além de ferramentas e parafusos utilizados nos ataques às torres.

“Sabemos que não será fácil porque eram pessoas que agiam com cuidado. As partes retiradas das torres normalmente eram deixadas no local para dificultar as investigações, constantemente trocavam de chips de celular e pensavam em formas de evitar o rastreamento”. As pessoas presas não possuem qualquer vínculo empregatício com a mineradora, mas a PF suspeita que possa haver envolvidos que forneçam informações de dentro da Vale.

Dentre os crimes investigados estão Extorsão, Explosão, Perigo de Desastre Ferroviário, Atentado contra a Segurança de Serviço de Utilidade Pública e Fabricação de Artefato Explosivo. As penas somadas ultrapassam 30 anos de reclusão. A operação foi batizada de “Extortor”, ou seja, aquele que pratica extorsão.

VALE

Procurada pelo Correio de Carajás, em nota, a Vale informou que participou das investigações fornecendo informações à Polícia Federal, nos últimos meses, em função da gravidade dos atos de sabotagem cometidos contra a empresa. “A Vale vai continuar colaborando com as investigações da Polícia Federal e ressalta o trabalho profissional e competente da PF ao longo desta investigação”, diz o texto. (Luciana Marschall e Chagas Filho)

 

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