A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a Operação Nêmesis, com o objetivo de reprimir crimes ambientais e a exploração ilegal de recursos minerais pertencentes à União. A ação investiga um esquema de extração clandestina e comercialização em grande escala de manganês na zona rural de Marabá, cujo minério era destinado ao mercado chinês.
Ao todo, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, executados nos municípios de Belém e Parauapebas, no Pará, além de Goiânia, em Goiás, e Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Durante as diligências, os agentes apreenderam um helicóptero, um veículo, joias e outros bens de alto valor. Também foi determinado o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 24 milhões.
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Segundo as investigações, a organização criminosa realizava a extração ilegal do manganês e utilizava notas fiscais fraudulentas para “esquentar” o minério, viabilizando sua exportação irregular. O esquema movimentou cifras milionárias e contava com a participação articulada de mineradoras, operadores logísticos e intermediários financeiros.
A apuração revelou ainda que os envolvidos mantinham uma estrutura montada para ocultar a origem ilícita do minério, driblando os controles ambientais e tributários. A mineração ocorria em áreas sem título minerário válido e sem qualquer autorização dos órgãos responsáveis.
A Operação Nêmesis dá continuidade a ações anteriores da Polícia Federal voltadas ao combate desse tipo de crime, como as Operações Dolos I e II, realizadas ao longo de 2024.
A PF não divulgou nomes das pessoas alvo da operação e nem a localização exata onde o crime estava acontecendo.
