Correio de Carajás

Pescadores de Tucuruí também fazem protesto por seguro defeso

Sem respostas claras quanto ao pagamento desde novembro passado, trabalhadores bloqueiam a BR-422

Manifestação dos pescadores é com bloqueio do acesso à BR-422, na saída de Tucuruí/ Fotos: Redes sociais
Por: Da Redação

A manhã desta segunda-feira foi marcada por uma ampla mobilização de pescadores artesanais em diversas regiões do estado do Pará. O estopim dos protestos, que se espalham por cidades como Tucuruí e Marabá, é a suspensão do pagamento do Seguro Defeso, benefício essencial para a subsistência de milhares de famílias durante o período de proibição da pesca. Os trabalhadores cobram uma solução imediata e um posicionamento oficial dos órgãos competentes.

Um dos principais focos de manifestação ocorre em Tucuruí, onde a ponte do Km 11 da rodovia BR-422, no trecho que liga o município a Novo Repartimento, foi interditada. O bloqueio impacta diretamente o fluxo de veículos para importantes centros regionais, incluindo Pacajá e Marabá.

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No local, os manifestantes exibem uma faixa que identifica a coordenação do movimento como sendo da Central dos Centros Sindicais das Colônias de Pescadores de todas as Zonas do Alto e Baixo Tocantins, evidenciando a organização e a abrangência do ato.

O Seguro Defeso é a principal, e muitas vezes única, fonte de renda para os pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécies. No Pará, o defeso atual vigora de 15 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026. Sem o benefício, os trabalhadores relatam enfrentar severas dificuldades financeiras, que ameaçam a segurança alimentar de suas comunidades.

“Estamos aqui lutando por um direito nosso. Sem o seguro, não temos como colocar comida na mesa de nossas famílias”, declarou um dos manifestantes que preferiu não se identificar.

Veículos parados no aguardo da liberação do bloqueio

Mobilização

O protesto na BR-422 não é um ato isolado. Em Marabá, um movimento semelhante acontece em frente à Delegacia do Ministério do Trabalho, reforçando o caráter coordenado e a insatisfação generalizada da categoria em todo o estado.

A mobilização simultânea em diferentes pontos estratégicos visa pressionar as autoridades a darem uma resposta concreta e transparente sobre a regularização dos pagamentos.

Até o fechamento desta reportagem, não havia previsão para a liberação da via interditada, e os órgãos governamentais ainda não haviam se pronunciado oficialmente sobre o cronograma para a resolução do impasse. A orientação para os motoristas que precisam trafegar pelas áreas afetadas é que busquem rotas alternativas e redobrem a atenção.