Correio de Carajás

Pela 1ª vez, Londres registra calor acima de 40°C

O Reino Unido chegou nesta terça-feira (19) à maior temperatura da sua história, em meio a uma das piores ondas de calor na Europa na última década que especialistas associam ao aquecimento global. Os termômetros nos arredores do Aeroporto de Heathrow, em Londres, marcaram 40,2°C.

O serviço nacional de meteorologia do país, o Met Office, confirmou que a temperatura é a maior desde que o início das medições no Reino Unido. O chefe de ciência e tecnologia do Met Office, Stephen Belcher, associou o recorde ao aquecimento global e afirmou que, em outro caso, seria virtualmente impossível que o país chegasse a 40ºC.

“Para mim, (o recorde) é um lembrete real de que o clima mudou e vai continuar a mudar. Pesquisas do Serviço de Meteorologia mostram que, em tempos normais, seria virtualmente impossível que o Reino Unido alcançasse a temperatura de 40ºC”, declarou.

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Homem tenta se refrescar em fonte na cidade de Londres, na Inglaterra — Foto: Henry Nicholls/REUTERS
Homem tenta se refrescar em fonte na cidade de Londres, na Inglaterra — Foto: Henry Nicholls/REUTERS

Por causa das altas temperaturas, incêndios começaram a ser registrados em Londres, atingindo rodovias e áreas residenciais, e o prefeito, Sadiq Kahn, afirmou que há diversos focos de incêndio nos arredores da capital britânica.

Como ao longo do dia as temperaturas ainda devem subir, o recorde está sendo considerado temporário. Mais cedo, as temperaturas já haviam atingido a maior temperatura até então registrada na história do país, de 39,1ºC na cidade de Charlwood, no sul.

A onda de calor que tem atingido a Europa nos últimos dias está seguindo para o norte do continente, uma região tipicamente mais fria, e onde o ar-condicionado é um item raro, além de os prédios serem construídos para reter o calor.

Turistas se protegem do sol ao visitar torre Eiffell, em Paris, onde termômetros chegam a 40ºC por conta da onda de calor na Europa, em 18 de julho de 2022. — Foto: AP
Turistas se protegem do sol ao visitar torre Eiffell, em Paris, onde termômetros chegam a 40ºC por conta da onda de calor na Europa, em 18 de julho de 2022. — Foto: AP

Em Paris, as temperaturas devem ultrapassar os 40ºC ainda nesta terça-feira, também um recorde na capital francesa.

Antes das temperaturas de hoje, o recorde antigo no Reino Unido era de 38,7°C, alcançado em 2019, quando a Europa também enfrentou uma onda de calor, embora menos intensa que a deste ano.

Por conta disso o Estado do Reino Unido emitiu um alerta vermelho para o calor, o que significa que há um risco potencial de vida.

Segundo meteorologistas, a atual onda de calor pode, inclusive, antecipar em 28 anos uma previsão climática feita para o Reino Unido. A estimativa dos britânicos era de só que em 2050 o verão teria temperaturas de 40ºC, o que já pode ser realidade nesta semana.

Mortes e incêndios

Desde o início da onda de calor que atinge a Europa no verão do continente em 2022, mais de 1000 pessoas já morreram em decorrência das altas temperaturas, segundo órgãos de saúde da Espanha e de Portugal.

Árvore pega fogo em meio a incêndio que destruiu florestas no sul da França, em 19 de julho de 2022. — Foto: Pascal Rossignol/ Reuters
Árvore pega fogo em meio a incêndio que destruiu florestas no sul da França, em 19 de julho de 2022. — Foto: Pascal Rossignol/ Reuters

Na França, incêndios queimaram parte das florestas do sul do país, e dezenas de pessoas tiveram que deixar suas casa.

Mas os países mais atingidos pelo calor até agora são Portugal e Espanha. Ambos os países sofrem com incêndios florestais em diferentes pontos de seus territórios.

Incêndio no sudoeste da França queimou tudo que estava pelo caminho.  — Foto: Pascal Rossignol/REUTERS
Incêndio no sudoeste da França queimou tudo que estava pelo caminho. — Foto: Pascal Rossignol/REUTERS

(Fonte: G1)

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