Correio de Carajás

Pecuaristas estão mais organizados

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Chagas Filho

Pecuaristas do Pará, sobretudo das regiões sul e sudeste, têm mantido audiências com representantes do governo do Estado, na tentativa de melhorar a chamada “pauta do boi”, que define os impostos cobrados sobre a venda do boi em pé. Os sindicatos rurais de cada município, que têm envidado esforços para tentar diminuir os custos e desburocratizar a atividade, ganham um reforço de peso a partir de agora com a criação da Acripará – Associação de Criadores do Pará.

A intenção dos diretores da nova entidade é de associar, inicialmente, mil produtores rurais que atuam especificamente na criação de gado de corte, para mostrar a força do setor que contribui decisivamente na balança comercial do País, segundo informou o presidente da Acripará, Maurício Fraga.

Leia mais:

Para falar sobre a iniciativa, Fraga esteve na Redação do CORREIO, acompanhado de Arnaldo Naves, diretor da Acripará; Antônio Vieira Caetano, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá (SPRM); e Eduardo Sobreira, colaborador da entidade.

O presidente da Acripará salienta que, embora a associação trabalhe exclusivamente com quem atua na pecuária de corte (na criação de bovinos e bubalinos), isso não quer dizer que apenas os grandes pecuaristas serão atendidos. “O pequeno e o médio produtor também estão inseridos, pois ao contrário do que muitos pensam, existem agricultores familiares que exportam o chamado bezerro macho cruzado, de corte e leite”, declarou.

Fraga explica que o pequeno produtor, ao comercializar o macho cruzado, mantém as fêmeas na produção de leite, que atende a família e também o comércio local, e consegue uma renda extra que o mantém na propriedade sem a necessidade de uma atividade extra para complementar sua renda.

 Lobby

Ocorre que a atividade vem sendo prejudicada devido ao lobby feito pela indústria frigorífica, sobretudo o JBS, que dificulta a saída do boi em pé –que atendia principalmente o mercado do oriente médio, notadamente Turquia e Jordânia – e concentra a produção toda para o mercado local. “O interesse desses países no gado cruzado se dá pela facilidade da lida, porque trabalham com confinamento e o gado cruzado é mais dócil, acostumado com o produtor que está sempre tirando o leite dentro do curral, diferente do gado de corte (como o nelore), que é mais difícil de ser mantido em confinamento”, esclarece.

Segundo Fraga, a demanda do mercado externo tem sido tanta que os criadores estão procurando colegas de outros Estados, como Minas Gerais, já que no Pará, a burocracia tem dificultado a exportação.

“Resumindo, além dessa perda de competitividade do produto brasileiro devido ao câmbio e elevação dos custos de exportação, também prejudicam o setor a interrupção de vendas para mercados importantes como Venezuela e Líbano”, informa Fraga.

Diante disso, uma das missões da Acripará é justamente dialogar com o governo do Estado para encontrar meios de fomentar o setor, que colocou o Pará na condição de maior exportador de boi vivo do País. Eduardo Sobreira observa que a atividade da pecuária precisa ser abraçada tanto institucionalmente quanto pela população de modo geral.

“Nossa região vive do boi, porque os empreendedores investem aqui mesmo na região, tudo é aplicado aqui, dificilmente um fazendeiro vai comprar imóvel lá fora, é essencialmente investidor na atividade”, afirma.

Antiga demanda

De acordo com Fraga, há muito tempo os criadores de gado de corte necessitavam de uma entidade que atuasse especificamente nesta área, até porque não existe nenhuma associação nacional que represente o setor. Apenas o Estado do Mato-Grosso conta com uma associação desse porte, chamada Acrimat, que inclusive representa o Brasil em eventos internacionais ligados ao gado de corte.

A ideia, segundo ele, é que a Acripará fortaleça os sindicatos, auxiliando na legalização das terras. Essa legalização propiciará maior acesso ao crédito e, consequentemente, elevará a geração de renda do setor. De acordo com Arnaldo Naves, diretor da Acripará, entre os principais entraves para o setor de gado de corte estão as questões fundiária e ambiental, que dificultam muito a comercialização e tomadas de decisão dentro da propriedade.

Arnaldo Neves chama atenção, ainda, para o fato de que a Acripará não é uma associação local, inclusive tem sede em Belém justamente para mostrar o caráter estadual, configurando-se como um porto seguro para os sindicatos de produtores rurais do estado.

  Expoama deste ano trás novidades na programação

 Confirmada para o período de 8 a 16 de julho, a 31ª Exposição Agropecuária de Marabá (Expoama) terá algumas novidades este ano. A principal delas é um “passaporte”, contendo seis cartelas de bingo, que darão direito a concorrer a oito motocicletas e um automóvel durante as nove noites de festa.

A informação foi repassada por Antônio Vieira Caetano, o “Nenê Caetano”, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá (SPRM), que realiza a feira agropecuária. Ele explicou que cada página do “passaporte” corresponde ao ingresso para cada noite da feira; e o valor a ser pago pelo bilhete com nove páginas é menor do que o valor das três noites em que será cobrada a entrada por conta dos shows nacionais.

“Ou seja, compensa muito mais comprar o passaporte, porque além de pagar mais barato para assistir aos shows, a pessoa ainda tem direito a concorrer a um veículo novo por noite”, explica Nenê Caetano, acrescentando que a pretensão do sindicato, com a iniciativa, é justamente manter o Parque de Exposições Agropecuárias de Marabá sempre cheio durante todo o período da Expoama.

Programação

“A Expoama é um evento de Marabá, feito com esmero, para que toda sociedade possa participar”, assegura o presidente do SPRM, ao anunciar que a cavalgada – que marca a abertura oficial da feira – está confirmada para o dia 8 de julho. Na noite do mesmo dia, acontece o show de abertura da Expoama que terá como atração principal a cantora Márcia Fellipe.

No domingo e na segunda haverá shows regionais, enquanto que na terça-feira terá espetáculo gospel com a banda Som & Louvor. Já na quarta-feira, que marca a abertura do rodeio, terá o show da dupla sertaneja Jorge e Mateus. Na quinta, haverá apresentações de artistas regionais; e na sexta-feira quem sobe ao palco é Pablo do Arrocha.

Sobre os preços praticados na feira, principalmente na praça de alimentação, o presidente do SPRM informou que os valores cobrados precisam ser acessíveis, inclusive algumas medidas já estão sendo tomadas para garantir isso. A latinha de cerveja ou de refrigerante, por exemplo, não poderá ser vendida por mais de R$ 4,00. Essa taxação está sendo feita em parceria com a Secretaria de Direito do Consumidor de Marabá.

No tocante ao estacionamento, a notícia não é das melhores. Este ano o serviço voltará a ser cobrado. “As coisas não estão muito fáceis, mas o preço será acessível”, pondera Nenê Caetano, acrescentando que os custos para manutenção do parque agropecuário são grandes, de modo que o sindicato necessita desse recurso. Por outro lado, observa que o modelo de estacionamento permite um fluxo maior de veículos e diminui o congestionamento.

Agronegócio

Em relação à programação voltada para o agronegócio, o presidente confirmou que será promovido, na terça e na quarta-feira, um curso de doma, com a presença de Fernando Rolim, instrutor que já ministrou cursos desse porte na Europa, no Oriente Médio e nos Estados Unidos.  Além disso, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) está entrando em contato com a diretoria do Sindicato para trazer um simpósio sobre agrominerais.

Nenê observa que, embora a feira consiga aglutinar várias atividades no mesmo espaço e movimentar a economia da cidade, a finalidade básica da Expoama é a promoção do agronegócio. “Inclusive, a média de negócios gerados na feira nos últimos anos foi de R$ 33 milhões, entre leilões e financiamentos gerados para o homem do campo no período”, informa.

Ainda de acordo com ele, a procura de expositores já é grande e muitos contratos já estão sendo fechados. Nenê chama atenção para o fato de que existe uma grande procura por parte de empreendedores que ainda não expuseram na Expoama, e também de outros que se afastaram do evento nos últimos tempos, mas agora estão voltando.

Nesta quinta-feira (8), a partir das 9h da manhã, acontece reunião no Parque de Exposições Agropecuárias, envolvendo autoridades da área de segurança e de trânsito, além da Imprensa, para tratar dos últimos ajustes para a realização da feira agropecuária. 

SAIBA MAIS – O Pará tem o quinto maior rebanho de gado do País, com 11% do total, o equivalente a 21 milhões de cabeças num universo de quase 208 milhões

 

Chagas Filho

Pecuaristas do Pará, sobretudo das regiões sul e sudeste, têm mantido audiências com representantes do governo do Estado, na tentativa de melhorar a chamada “pauta do boi”, que define os impostos cobrados sobre a venda do boi em pé. Os sindicatos rurais de cada município, que têm envidado esforços para tentar diminuir os custos e desburocratizar a atividade, ganham um reforço de peso a partir de agora com a criação da Acripará – Associação de Criadores do Pará.

A intenção dos diretores da nova entidade é de associar, inicialmente, mil produtores rurais que atuam especificamente na criação de gado de corte, para mostrar a força do setor que contribui decisivamente na balança comercial do País, segundo informou o presidente da Acripará, Maurício Fraga.

Para falar sobre a iniciativa, Fraga esteve na Redação do CORREIO, acompanhado de Arnaldo Naves, diretor da Acripará; Antônio Vieira Caetano, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá (SPRM); e Eduardo Sobreira, colaborador da entidade.

O presidente da Acripará salienta que, embora a associação trabalhe exclusivamente com quem atua na pecuária de corte (na criação de bovinos e bubalinos), isso não quer dizer que apenas os grandes pecuaristas serão atendidos. “O pequeno e o médio produtor também estão inseridos, pois ao contrário do que muitos pensam, existem agricultores familiares que exportam o chamado bezerro macho cruzado, de corte e leite”, declarou.

Fraga explica que o pequeno produtor, ao comercializar o macho cruzado, mantém as fêmeas na produção de leite, que atende a família e também o comércio local, e consegue uma renda extra que o mantém na propriedade sem a necessidade de uma atividade extra para complementar sua renda.

 Lobby

Ocorre que a atividade vem sendo prejudicada devido ao lobby feito pela indústria frigorífica, sobretudo o JBS, que dificulta a saída do boi em pé –que atendia principalmente o mercado do oriente médio, notadamente Turquia e Jordânia – e concentra a produção toda para o mercado local. “O interesse desses países no gado cruzado se dá pela facilidade da lida, porque trabalham com confinamento e o gado cruzado é mais dócil, acostumado com o produtor que está sempre tirando o leite dentro do curral, diferente do gado de corte (como o nelore), que é mais difícil de ser mantido em confinamento”, esclarece.

Segundo Fraga, a demanda do mercado externo tem sido tanta que os criadores estão procurando colegas de outros Estados, como Minas Gerais, já que no Pará, a burocracia tem dificultado a exportação.

“Resumindo, além dessa perda de competitividade do produto brasileiro devido ao câmbio e elevação dos custos de exportação, também prejudicam o setor a interrupção de vendas para mercados importantes como Venezuela e Líbano”, informa Fraga.

Diante disso, uma das missões da Acripará é justamente dialogar com o governo do Estado para encontrar meios de fomentar o setor, que colocou o Pará na condição de maior exportador de boi vivo do País. Eduardo Sobreira observa que a atividade da pecuária precisa ser abraçada tanto institucionalmente quanto pela população de modo geral.

“Nossa região vive do boi, porque os empreendedores investem aqui mesmo na região, tudo é aplicado aqui, dificilmente um fazendeiro vai comprar imóvel lá fora, é essencialmente investidor na atividade”, afirma.

Antiga demanda

De acordo com Fraga, há muito tempo os criadores de gado de corte necessitavam de uma entidade que atuasse especificamente nesta área, até porque não existe nenhuma associação nacional que represente o setor. Apenas o Estado do Mato-Grosso conta com uma associação desse porte, chamada Acrimat, que inclusive representa o Brasil em eventos internacionais ligados ao gado de corte.

A ideia, segundo ele, é que a Acripará fortaleça os sindicatos, auxiliando na legalização das terras. Essa legalização propiciará maior acesso ao crédito e, consequentemente, elevará a geração de renda do setor. De acordo com Arnaldo Naves, diretor da Acripará, entre os principais entraves para o setor de gado de corte estão as questões fundiária e ambiental, que dificultam muito a comercialização e tomadas de decisão dentro da propriedade.

Arnaldo Neves chama atenção, ainda, para o fato de que a Acripará não é uma associação local, inclusive tem sede em Belém justamente para mostrar o caráter estadual, configurando-se como um porto seguro para os sindicatos de produtores rurais do estado.

  Expoama deste ano trás novidades na programação

 Confirmada para o período de 8 a 16 de julho, a 31ª Exposição Agropecuária de Marabá (Expoama) terá algumas novidades este ano. A principal delas é um “passaporte”, contendo seis cartelas de bingo, que darão direito a concorrer a oito motocicletas e um automóvel durante as nove noites de festa.

A informação foi repassada por Antônio Vieira Caetano, o “Nenê Caetano”, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá (SPRM), que realiza a feira agropecuária. Ele explicou que cada página do “passaporte” corresponde ao ingresso para cada noite da feira; e o valor a ser pago pelo bilhete com nove páginas é menor do que o valor das três noites em que será cobrada a entrada por conta dos shows nacionais.

“Ou seja, compensa muito mais comprar o passaporte, porque além de pagar mais barato para assistir aos shows, a pessoa ainda tem direito a concorrer a um veículo novo por noite”, explica Nenê Caetano, acrescentando que a pretensão do sindicato, com a iniciativa, é justamente manter o Parque de Exposições Agropecuárias de Marabá sempre cheio durante todo o período da Expoama.

Programação

“A Expoama é um evento de Marabá, feito com esmero, para que toda sociedade possa participar”, assegura o presidente do SPRM, ao anunciar que a cavalgada – que marca a abertura oficial da feira – está confirmada para o dia 8 de julho. Na noite do mesmo dia, acontece o show de abertura da Expoama que terá como atração principal a cantora Márcia Fellipe.

No domingo e na segunda haverá shows regionais, enquanto que na terça-feira terá espetáculo gospel com a banda Som & Louvor. Já na quarta-feira, que marca a abertura do rodeio, terá o show da dupla sertaneja Jorge e Mateus. Na quinta, haverá apresentações de artistas regionais; e na sexta-feira quem sobe ao palco é Pablo do Arrocha.

Sobre os preços praticados na feira, principalmente na praça de alimentação, o presidente do SPRM informou que os valores cobrados precisam ser acessíveis, inclusive algumas medidas já estão sendo tomadas para garantir isso. A latinha de cerveja ou de refrigerante, por exemplo, não poderá ser vendida por mais de R$ 4,00. Essa taxação está sendo feita em parceria com a Secretaria de Direito do Consumidor de Marabá.

No tocante ao estacionamento, a notícia não é das melhores. Este ano o serviço voltará a ser cobrado. “As coisas não estão muito fáceis, mas o preço será acessível”, pondera Nenê Caetano, acrescentando que os custos para manutenção do parque agropecuário são grandes, de modo que o sindicato necessita desse recurso. Por outro lado, observa que o modelo de estacionamento permite um fluxo maior de veículos e diminui o congestionamento.

Agronegócio

Em relação à programação voltada para o agronegócio, o presidente confirmou que será promovido, na terça e na quarta-feira, um curso de doma, com a presença de Fernando Rolim, instrutor que já ministrou cursos desse porte na Europa, no Oriente Médio e nos Estados Unidos.  Além disso, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) está entrando em contato com a diretoria do Sindicato para trazer um simpósio sobre agrominerais.

Nenê observa que, embora a feira consiga aglutinar várias atividades no mesmo espaço e movimentar a economia da cidade, a finalidade básica da Expoama é a promoção do agronegócio. “Inclusive, a média de negócios gerados na feira nos últimos anos foi de R$ 33 milhões, entre leilões e financiamentos gerados para o homem do campo no período”, informa.

Ainda de acordo com ele, a procura de expositores já é grande e muitos contratos já estão sendo fechados. Nenê chama atenção para o fato de que existe uma grande procura por parte de empreendedores que ainda não expuseram na Expoama, e também de outros que se afastaram do evento nos últimos tempos, mas agora estão voltando.

Nesta quinta-feira (8), a partir das 9h da manhã, acontece reunião no Parque de Exposições Agropecuárias, envolvendo autoridades da área de segurança e de trânsito, além da Imprensa, para tratar dos últimos ajustes para a realização da feira agropecuária. 

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