Correio de Carajás

Paysandu tem a defesa mais vazada do Brasil

Guilherme Teixeira foi um dos que causaram calafrios no torcedor bicolor. (Foto: Fernando Torres/ASCOM PSC)
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A temporada 2019, como apropriadamente afirmou o zagueiro Diego Ivo, é mesmo para ser esquecida pelos torcedores do Paysandu. Tirando o segundo título da Copa Verde, que o clube já havia conquistado em 2016, a participação do time nas demais competições – Estadual, Copa do Brasil e, principalmente, Série B do Brasileiro, foi um grande fiasco, pode-se dizer. A série de quatro derrotas seguidas diante do maior rival, o Clube do Remo, no Paraense, ainda está gravada na memória da Fiel, assim como a queda para a Série C de 2019, além da eliminação, logo na primeira fase, na Copa do Brasil.

Os números mostram que o ponto nevrálgico do Papão, sem dúvida, foi a fragilidade de sua defesa, que contribuiu de forma decisiva para o insucesso do time em quase todas as competições que disputou na temporada. Foram 75 gols sofridos, o que faz com que clube apareça com a defesa mais vazada no futebol brasileiro este ano. O torcedor bicolor, com toda a razão, não via com bons olhos o compartimento do time, mesmo com todas as contratações que foram feitas para o setor, num total de 13 jogadores, entre goleiros, zagueiros e laterais.

O setor defensivo foi aquele que mais jogadores recebeu, superando meio de campo e ataque, para os quais foram contratados 7 e 10 jogadores, respectivamente. O retrospecto aponta um total de 75 gols sofridos pelo time em 61 partidas, o que representa uma média de 1,22 gols por jogo. “Reconheço que tivemos algumas dificuldades e que essas dificuldades contribuíram para algumas das derrotas de nossa equipe”, admitiu o zagueiro Diego Ivo, capitão do time na maioria dos jogos do Papão na temporada.

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Alguns dos jogadores trazidos para reforçar a defesa deixaram o clube bem antes do jogo contra o Atlético-GO, que marcou, de forma vexatória, a despedida do time da temporada. Casos de Carlinhos, a pior contratação para o setor, Derlan e Victor Lindenberg. Já o zagueiro Fábio Alemão, tomado de empréstimo ao Internacional-RS, sequer atuou pelo clube. Com tão pífio aproveitamento, a defesa do time deverá ser, os números recomendam, o setor que mais deverá sofrer mudanças para a temporada de 2019, com muitos dos defensores sendo chamados para acertos, inclusive Fábio Alemão.

RENAN ROCHA NÃO DEVE FICAR NO CLUBE

Embora tenha sido o único, entre os 30 jogadores do elenco, a participar de todos os 38 jogos do Paysandu na Série B do Brasileiro, o goleiro Renan Rocha tem remotas chances de continuar na Curuzu em 2019. Foi o que informou uma fonte próxima ao presidente Ricardo Gluck Paul, eleito ontem, mas cuja posse acontece somente no dia 7 de janeiro de 2019. O arqueiro, de acordo com esse informante, está incluído na lista de atletas que não terão seus contratos renovados com o clube. A decisão teria sido tomada de comum acordo entre o técnico João Brigatti e a nova diretoria do Papão.

As muitas falhas cometidas pelo goleiro, principalmente na reta final do Brasileiro, teria sido o fator determinante para a saída do atleta, que assumiu a condição de titular após seu reserva imediato, Marcão, ter, também, sido apontado como o principal responsável pela derrota da equipe em algumas partidas. “Ele nunca inspirou muita confiança”, acusou a fonte, completando: “Uma das principais deficiências do Renan, todos viram, está na saída do gol. Sofremos algumas derrotas por conta dessa incapacidade do nosso goleiro”, afirmou.

Nas 38 partidas que fez com a camisa do Papão, Renan sofreu um total de 53 gols, o que dá uma média de 1,4 gols por partida. O Papão teve a pior defesa do campeonato. Quem mais se aproximou dos bicolores em número de gols sofridos foi o Figueirense-SC, que levou 51 gols, mas utilizando goleiros diferentes. Renan não deverá ser o único goleiro a deixar o elenco bicolor. Marcão também está de saída. Ele já acertou sua ida para o Macaé-RJ, recomendado pelo técnico Luiz Antônio Zaluar.

(Diário do Pará)

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