Correio de Carajás

Parentes buscam testemunhas e imagens após morte de jovem na ponte rodoferroviária

Família do militar Pedro Henrique Jancem da Silva procura por pessoas que possam ajudar a identificar o veículo envolvido na colisão

Pedro Henrique morreu em acidente na ponte; família pede esclarecimentos / Acervo pessoal
Por: Kauã Fhillipe

A família do jovem militar Pedro Henrique Jancem da Silva, de 19 anos, procurou a reportagem do CORREIO na manhã desta quinta-feira (22) para pedir ajuda à população na busca por respostas sobre o acidente que tirou a vida dele. Os familiares querem esclarecer as circunstâncias da colisão, ocorrida no último sábado (17), na ponte sobre o Rio Tocantins, no bairro São Félix, e pedem que possíveis testemunhas compartilhem informações que possam contribuir com a investigação.

Em relato encaminhado à reportagem em nome de José Orlando, pai do jovem, os familiares dizem que enfrentam a dor da perda sem saber exatamente como o acidente aconteceu. Segundo eles, há suspeitas de que um veículo de pequeno porte tenha atingido a traseira da motocicleta conduzida por Pedro Henrique e, em seguida, passado por cima dele. A dinâmica relatada pela família, no entanto, ainda precisa ser esclarecida pelas autoridades.

“Existe uma pergunta que não conseguimos deixar de fazer: por que a pessoa envolvida no acidente não parou para prestar socorro? Por que foi embora sem se identificar e sem dar qualquer explicação?”, questionam os familiares.

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O acidente ocorreu por volta das 12h30 de sábado. Conforme informações repassadas pela Polícia Civil, Pedro Henrique conduzia uma motocicleta Honda CG Fan 160 branca quando houve uma colisão com uma bicicleta. Na ocasião, o condutor da bicicleta ainda não havia sido identificado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas constatou a morte do motociclista ainda no local. A Polícia Civil informou que adotou providências para esclarecer as circunstâncias do acidente, entre elas a solicitação de perícia no local, a remoção do corpo e a realização de exame necroscópico.

Ao procurar o CORREIO, a família fez um apelo a quem passou pela ponte do São Félix no momento do acidente, presenciou a colisão ou possa ter informações sobre o veículo envolvido. Os parentes também pedem que moradores e comerciantes verifiquem se há imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a esclarecer a dinâmica da ocorrência.

“Não estamos buscando culpados por meio de suposições. Queremos que os fatos sejam esclarecidos e que a pessoa responsável seja identificada, para que as circunstâncias dessa tragédia sejam devidamente apuradas”, afirma a família no relato enviado à reportagem.

Os familiares ressaltam que qualquer informação pode ser importante para a investigação e pedem que possíveis testemunhas procurem as autoridades policiais ou entrem em contato com a família.

Estudante e líder de turma

Além de servir no Exército em Marabá, Pedro Henrique mantinha vínculos com a comunidade escolar da Folha 33. No ano passado, organizou os jogos interclasse da Escola Gaspar Vianna, Anexo I, onde estudava e era líder de turma.

Para os parentes, esclarecer o que aconteceu é uma forma de buscar justiça e evitar que o caso permaneça sem explicação.