Parauapebas: Sem 190, comunidade sofre para se comunicar com a PM
O CCO é quem atende às ligações, via celular, mas nem sempre dá conta da demanda/Foto: Ronaldo Modesto
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É comum, na hora do aperto, moradores de Parauapebas não conseguirem contato com a Polícia Militar na cidade por uma questão exclusivamente tecnológica. O município não dispõe de Núcleo Integrado de Operações Policiais (Niop), mais conhecido como 190, número utilizado para as emergências policiais.

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As ligações feitas a partir da cidade para o serviço caem na central de Marabá, a 170 km de distância, o que pode por vezes interfere na agilidade da comunicação junto às viaturas e, consequentemente, no atendimento à ocorrência. Além disso, os rádios policiais também não estão funcionando a contento.

Por fim, é disponibilizado um número de celular do Centro Controle Operação (CCO), responsável pelo videomonitoramento da cidade, mas nem sempre quem liga para o (94) 99264-5348 consegue contato.

Procurado pelo Correio de Carajás, o major Gledson dos Santos, comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar, informou que a situação já foi exposta às autoridades, mas ainda não solucionada. “Quando ligam de Parauapebas (no 190) cai em Marabá e até fazer esse contato é um tempo que se perde em relação à ocorrência”, comentou.

Em relação ao atual número disponibilizado, acrescenta, a briga muitas vezes é contra o sistema de telefonia ou com a capacidade operacional. “O CCO tem um telefone disponibilizado, mas dependemos da telefonia móvel, algumas vezes está fora de área ou a internet está ruim. Também há a demanda e apenas um aparelho, o operador tem que atender uma ocorrência ou digitar para responder outra, isso também leva tempo”, declaro.

Sobre o problema dos rádios, o major diz que a PM está em contato com alguns parceiros em busca de solução. “A gente já pediu uma inspeção nos nossos rádios para identificar o problema e solucioná-lo”. O major informa que que no próximo dia 24 há uma reunião agendada com autoridades para que as questões sejam novamente debatidas. “Espero que em alguns dias já tenhamos uma solução para este problema de comunicação”, finalizou. (Luciana Marschall – com informações de Ronaldo Modesto)

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