📅 Publicado em 21/08/2026 08h30✏️ Atualizado em 21/08/2026 08h33
Kemilly Paiva Fernandes foi presa pela Polícia Civil na quinta-feira (20), em Parauapebas, no decorrer das investigações relacionadas ao duplo homicídio de Guilherme Rocha Oliveira e Jhonata Pereira Gomes, registrado na manhã de segunda (17).
A Polícia Civil aponta que, a mando de integrantes do Comando Vermelho (CV), ela atraiu as vítimas para o local onde foram submetidas ao ‘tribunal do crime’. Esse é o nome dado ao método utilizado por facções para julgar e executar pessoas consideradas rivais ou que descumprem regras impostas pela organização.

A principal linha investigativa aponta que o crime estaria relacionado à rivalidade entre organizações criminosas.
Leia mais:Durante as diligências, foi apreendida uma motocicleta Honda Fan vermelha, apontada como um dos veículos utilizados na prática do crime. As investigações prosseguem para identificar e responsabilizar os demais envolvidos.
Um homem, que ainda não teve a identidade divulgada pela Polícia Civil e é apontado como suspeito de envolvimento no duplo homicídio, foi morto em intervenção policial na noite de segunda.
Segundo o relato da Polícia Militar, durante as diligências para localizar possíveis envolvidos nos assassinatos, os policiais receberam informações de que o morador de uma quitinete na Rua das Mangueiras II, no Bairro Nova Vida II, poderia ter ligação com uma facção criminosa e teria conhecimento sobre a dinâmica do crime.
Por volta das 21h30, os policiais localizaram o suspeito. De acordo com a ocorrência, ao receber voz de parada, ele teria sacado um revólver calibre .32 e entrado rapidamente no apartamento. Os militares afirmam que, ao ingressarem no imóvel, foram surpreendidos pelo suspeito, que estaria com a arma apontada para um dos policiais.
Diante da situação, segundo a PM, o policial efetuou um disparo de arma de fogo, atingindo o homem. Após a intervenção, os militares levaram o suspeito ao Hospital Geral de Parauapebas (HGP), mas ele não resistiu.
Os corpos foram encontrados com ferimentos causados por arma de fogo em uma área de areal na Rua O, no Bairro União, próximo às margens do Rio Parauapebas.
Operação Ponto Crítico 7
A prisão de Kemilly Paiva ocorreu no âmbito da Operação Ponto Crítico 7, que resultou em mais de 150 prisões em todo o Estado do Pará. Em Parauapebas, foram realizadas 16 prisões decorrentes de cumprimento de ordens judiciais e de prisões em flagrante. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
A ação contou com a atuação da Delegacia de Homicídios de Parauapebas, CORE e Delegacia de Homicídios de Belém.
