📅 Publicado em 28/10/2026 11h41✏️ Atualizado em 28/10/2026 11h45
O pai de Alice Kethely Menezes da Silva, de 15 anos, uma das jovens encontradas mortas na manhã desta quarta-feira (28), no Bairro São Félix, conversou com o Correio de Carajás e lamentou o ocorrido. A outra vítima é Bruna Beatriz dos Santos de Souza, de 22 anos.
O mototaxista Lindemberg Moreira da Silva informou que se preparava para trabalhar quando recebeu uma ligação da avó da adolescente, que havia recebido a notícia por meio das redes sociais. Ao chegar ao local, confirmou que uma das vítimas era sua filha. “Eu não tenho nem palavras para explicar qual foi o motivo que mataram minha filha”, declara, abalado.

O pai contou que a adolescente morava com a mãe e a avó materna. Disse que, mesmo não vivendo com a filha, procurava orientá-la sobre amizades e os riscos de determinadas companhias. “Eu sempre aconselhava para sair dessas amizades, ela nunca quis atender porque adolescente, quando chega a uma certa idade, não quer ouvir mais os pais”, relata.
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Durante a entrevista, o pai da adolescente deixou uma mensagem aos jovens falando sobre a importância de ouvir os conselhos dos pais e das pessoas mais experientes. “Atendam seus pais. As meninas de hoje em dia não querem ouvir mais os pais, as mães”, lamenta.
O caso ocorreu por volta das 6h30, no Balneário Água Fria, localizado na Estrada do Geladinho. De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, o Núcleo Integrado de Operações (NIOP) acionou as equipes após receber informações sobre disparos de arma de fogo no estabelecimento.
A reportagem também conversou com Claudemir Mendes, avô da adolescente, que relatou ter conversado com ela ainda durante a madrugada. Segundo ele, os dois trocaram mensagens pelo WhatsApp. “Ela me mandou uns áudios e falou que não vinha mais (pra casa). Ela falou: ‘pode dormir, vô’”, conta.

Ele relatou ainda que ouviu um barulho ao fundo, mas, ao perguntar onde ela estava, a adolescente respondeu apenas que estava “no mundo”. “Ela morava praticamente lá em casa, mas só vivia no mundo”, finaliza.
Os familiares da outra vítima, Bruna Beatriz, não estiveram no local enquanto a reportagem acompanhou os trabalhos policiais na cena do crime. As circunstâncias das mortes e a motivação do crime ainda precisam ser esclarecidas pela Polícia Civil, que deverá instaurar um inquérito para investigar o caso.
