Correio de Carajás

Operação policial de Marabá prende “Primo Preto” no Maranhão

Jackson dos Santos Oliveira é apontado como liderança de uma organização criminosa e possui pelo menos duas condenações no Pará

Três policiais civis mascarados com coletes à prova de balas e armas, ao lado de um homem detido de costas, em frente a uma delegacia.
Operação que prendeu Jackson foi realizada pelas polícias Civil e Militar
Por: Luciana Araújo
✏️ Atualizado em 28/04/2026 11h20

Jackson dos Santos Oliveira, conhecido como “Primo Preto”, foi preso na segunda-feira (27), em Imperatriz (MA), durante uma ação conjunta da Polícia Civil do Estado do Pará e da Polícia Militar do Estado do Pará. Contra ele, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, além da prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e uso de documento falso.

A ação foi realizada pela Polícia Civil, por meio do NAI Marabá, em conjunto com a Polícia Militar, por meio do Núcleo Regional de Inteligência de Marabá (NRI-MAB). Conforme o informe policial, Jackson é apontado como “sintonia final”, liderança de uma organização criminosa de origem paulista com forte atuação no sudeste paraense.

Segundo a polícia, após troca de informações entre as agências de inteligência, foi constatado que Jackson possivelmente estaria escondido na cidade de Imperatriz. Após algumas horas de vigilância controlada, os policiais realizaram a prisão em flagrante.

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No momento da abordagem, ele portava uma arma de fogo modelo Taurus G2C, calibre ponto 40, e apresentou documento falso, o que resultou na autuação em flagrante.

Com Jackson foi apreendida uma arma de fogo modelo Taurus G2C, calibre ponto 40

Na sequência, ele foi encaminhado à 10ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Imperatriz (MA) para os procedimentos de praxe.

Em pesquisa ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, a reportagem do Correio de Carajás localizou dois mandados em aberto. Um deles foi emitido pela Vara Única de São Domingos do Araguaia, em outubro de 2025, e trata da condenação de Jackson por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e posse de arma de fogo de uso restrito. A sentença foi de 11 anos de prisão em regime fechado.

O outro mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal de Belém, em dezembro de 2023. Ele foi condenado a 13 anos e 3 meses de prisão, em regime semiaberto, por homicídio e ocultação de cadáver, com sentença já definitiva, sem possibilidade de recurso.