Correio de Carajás

Operação para achar corpo envolveu força-tarefa pelo ar e água

O tenente-coronel Felipe Galúcio explicou que a família contratou um helicóptero particular que localizou o corpo do profissional da saúde nesta quinta-feira (19).

Oficial Galúcio do 5º GBM em uniforme, gesticulando ao ar livre.
Tenente-coronel Felipe Galúcio explica sobre a força-tarefa para encontrar o corpo de Arlen Braga
Por: Luciana Araújo
✏️ Atualizado em 19/02/2026 10h35

Na manhã desta quinta-feira (19), o tenente-coronel Felipe Galúcio, do Corpo de Bombeiros de Marabá, deu mais detalhes sobre a operação de busca do corpo do médico Arlen Martins Braga, desaparecido na noite de terça-feira (17) e encontrado na manhã desta quinta (19). O achado ocorreu por meio de um helicóptero particular contratado pela família para auxiliar nas buscas.

“O corpo foi localizado via aeronave. Fomos acionados para repetir o deslocamento e trazer o corpo via embarcação. Só que, no meio do caminho, tomaram a decisão de trazer o corpo com o helicóptero mesmo”, explica o tenente-coronel.

Segundo ele, a equipe de mergulho do Grupamento Marítimo Fluvial, em Belém, já havia sido acionada para reforçar a operação, mas não precisou atuar após a confirmação da localização. “Inclusive, o avião está pousando agora com a equipe de mergulho. Infelizmente, não vai ser necessário”, afirma.

Leia mais:

Galúcio lamenta o desfecho e ressalta que, apesar da dor, a localização do corpo permite que a família possa realizar os procedimentos de despedida. “Infelizmente, o corpo foi encontrado numa condição infeliz para a família, mas pelo menos pode dar um certo conforto de poder se despedir do seu familiar”, declarou.

As buscas pelo corpo de Arlen começaram ainda na noite de terça-feira, por volta das 19 horas, logo após o registro da ocorrência. Mesmo com o protocolo que recomenda evitar operações após as 18 horas, a equipe decidiu iniciar imediatamente os trabalhos devido à urgência do caso.

As buscas superficiais seguiram durante a madrugada e continuaram ao longo do dia seguinte. A operação contou com apoio de familiares, amigos, do Exército Brasileiro, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.

“Foi basicamente uma força-tarefa em conjunto com outros órgãos e instituições. Nesse caso, tivemos apoio também dos familiares, de aeronaves particulares, do Exército Brasileiro e da Defesa Civil”, finaliza o tenente-coronel.