📅 Publicado em 26/02/2026 08h31✏️ Atualizado em 26/02/2026 08h34
Faltam menos de 72 horas para encerrar o segundo mês de 2026, mas o futebol marabaense ainda está vivendo o ano de 2025. Isso ocorre porque os campeonatos da 1ª, 2ª e 3ª Divisões do ano passado ainda estão acontecendo. Para piorar, depois de um ano perdido, sem campeonatos, o certame do ano passado, que está chegando na sua fase final somente agora, enfrenta problemas com adiamento de jogos.
Algumas instituições e até mesmo atletas já se manifestaram sobre a situação do campeonato. É o caso do Vila Nova Futebol Clube, que emitiu uma nota oficial em sua página no Instagram, começando com a seguinte frase: “Infelizmente a realidade é triste nos dias atuais que vivemos no futebol marabaense”.
A nota relata que em uma das partidas, o atleta Pedro Lucas Pereira Marinho sofreu uma fratura no tornozelo e ficou por horas no banco de reservas à espera de uma ambulância do SAMU, porque no local da partida não havia ambulância e nem um profissional de saúde, sendo que isso é obrigatório.
Leia mais:A nota ressalta ainda que faltam vestiários adequados, banheiros para o público e até mesmo iluminação aceitável em jogos noturnos.
CAPITÃO FALA
Após uma vitória de sua equipe, o capitão do Juventude Paraense, Pablo Makalyster, desabafou: “Nosso futebol está defasado há anos”. Em seguida, observou que o Estádio Emival Mendes, onde ocorreu o jogo, não tinha as marcações e até mesmo uma das torres de iluminação não estava funcionando.
“Infelizmente, nosso campeonato municipal é o pior da região… A gente não sabe pra quem mais pedir ajuda”, declarou Pablo.
O desabafo não foi feito por qualquer um. Pablo Makalyster tem relevantes serviços prestados ao futebol marabaense, pois fez parte da seleção campeã paraense intermunicipal, em 2023, um feito que só havia ocorrido em 1991.
E, após sua postagem em rede social, diversos desportistas e instituições corroboraram com as declarações dele. É o caso do Pará Esporte Clube, que pediu para que a Liga Esportiva de Marabá (LEMAR) reveja essa situação, pois está cada vez mais difícil para os clubes. “Um campeonato sem qualquer organização, segurança etc., vendo as outras cidades fazendo um papel muito bem feito”.
LEMAR RESPONDE
Por telefone, o presidente da LEMAR, Felipe Pires Mota, informou que os adiamentos de alguns jogos não interferiram tanto no andamento da competição e que isso ocorreu devido ao falecimento de indígenas, o que impactou nos campeonatos, já que há times indígenas participando das competições. “Temos que respeitar a cultura de luto deles”, resumiu.
Sobre a situação da falta de ambulâncias, ele disse que a LEMAR solicita à prefeitura, mas realmente nem sempre a prefeitura disponibiliza. Ele minimizou a situação, dizendo que isso sempre ocorreu. Assim como minimizou também o fato de problemas em refletores.
Mas a pergunta que não quer calar é: por que o Campeonato Marabaense de 2025 só está sendo concluído agora? A respeito disso, Felipe relatou que, devido à mudança de gestão, houve mudanças também nas prestações de contas para que o município pudesse repassar os valores relativos a premiações e outros recursos necessários para a realização dos certames. Todo esse entrave burocrático acabou atrasando o início dos torneios.
No final da tarde desta quarta-feira (25), a reportagem deste CORREIO também solicitou à Prefeitura de Marabá uma nota de esclarecimento, detalhando o motivo de o campeonato do ano de 2025 não ter sido realizado. Mas, até o fechamento desta reportagem, nenhuma nota havia sido enviada. É possível que isso ocorra nesta quinta (26).
