Correio de Carajás

Nível do mar continua a subir em ritmo alarmante, alerta relatório

Foto: Mark Garten/ONU

MEIO AMBIENTE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Aumento é de 3,1 milímetros por ano

O nível dos oceanos continua a subir  em ritmo alarmante de 3,1 milímetros (mm) por ano, devido ao aquecimento global e ao derretimento do gelo na Terra, informou hoje (22) o Serviço de Monitoramento do Meio Marinho do programa Copernicus.

A extensão do gelo marinho do Ártico tem diminuído constantemente. Entre 1979 e 2020 perdeu o equivalente a seis vezes o tamanho da Alemanha, de acordo com o relatório divulgado nesta quarta-feira.

A extrema variação entre períodos de frio e ondas de calor no Mar do Norte está relacionada com mudanças na captura de linguado, lagosta europeia, robalo, salmonete e caranguejos.

Leia mais:

A poluição causada pelas atividades em terra, como a agricultura e a indústria, tem impacto nos ecossistemas marinhos, reforçaram os especialistas na quinta edição do relatório sobre o estado dos oceanos.

O aquecimento dos oceanos e o aumento de salinidade intensificaram-se no Mediterrâneo na última década.

“Estima-se que o aquecimento do Oceano Ártico contribua com quase 4% para o aquecimento global dos oceanos”, diz o relatório.

Mais de 150 cientistas, de cerca de 30 instituições europeias, colaboraram no trabalho. De acordo com as conclusões, o oceano passa por “mudanças sem precedentes”, o que terá  enorme impacto no bem-estar humano e nos ambientes marinhos.

“As temperaturas da superfície e subsuperfície do mar aumentam em todo o mundo e os níveis do mar continuam a subir a taxas alarmantes: 2,5 mm por ano no Mediterrâneo e até 3,1 mm por ano globalmente”, afirmaram os peritos.

O documento é apresentado como uma referência para a comunidade científica, líderes mundiais e o público em geral.

A combinação desses fatores pode causar “eventos extremos” em áreas mais vulneráveis, como Veneza, onde em 2019 uma subida do nível das águas fora do comum, uma forte maré e condições climáticas extremas na região provocaram a chamada “Acqua Alta” – quando o nível da água subiu para um máximo de 1,89 metros.

“Esse foi o nível de água mais alto registado desde 1966 e mais de 50% da cidade foram inundados”, lembram os autores do documento.

Os cientistas explicaram que a poluição por nutrientes oriundos de atividades terrestres, como a agricultura e a indústria, tem “efeito devastador na qualidade da água” do oceano.

O aumento do crescimento das plantas pode levar à redução dos níveis de oxigênio na água do mar e até mesmo bloquear a luz natural, “com efeitos potencialmente graves” nos ambientes costeiros e na biodiversidade marinha.

No Mar Negro, por exemplo, o percentual de oxigénio tem diminuído desde o início das medições, em 1955.

O aquecimento da água do mar faz com que algumas espécies de peixes migrem para águas mais frias, levando à introdução de espécies não nativas num determinado habitat, como aconteceu em 2019 quando o peixe-leão migrou do Canal do Suez para o Mar Jónico, devido ao aumento das temperaturas na Bacia do Mediterrâneo.

Segundo o relatório, o gelo marinho do Ártico continua muito abaixo da média e diminui em ritmo alarmante.

Nos últimos 30 anos, o gelo marinho do Ártico diminuiu continuamente em extensão e espessura. Desde 1979, a cobertura de gelo em setembro reduziu 12,89% por década, com mínimos recordes nos últimos dois anos.

A perda contínua do gelo marinho do Ártico pode contribuir para o aquecimento regional, a erosão das costas árticas e as mudanças nos padrões climáticos globais. (Agência Brasil)

Comentários

Mais

Mais 264.420 vacinas contra a Covid-19 chegam ao Pará

Mais 264.420 vacinas contra a Covid-19 chegam ao Pará

O Pará recebeu, na tarde desta terça-feira (19), no Aeroporto Internacional de Belém, 264.420 doses da vacina Pfizer. Foi a…
Instituto Miguel Chamon continua atendimentos mesmo com chuva

Instituto Miguel Chamon continua atendimentos mesmo com chuva

O segundo dia de atendimentos do Instituto Miguel Chamon no Complexo Altamira, atendendo os parauapebenses moradores dos bairros Novo Horizonte…
Estudo mostra eficácia da vacina da Pfizer em grupo de 12 a 18 anos

Estudo mostra eficácia da vacina da Pfizer em grupo de 12 a 18 anos

A vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech se mostrou 93% eficaz para evitar hospitalizações entre pessoas de 12 a 18…
Covid-19 deixou 12 mil órfãos de até 6 anos no país, mostram cartórios

Covid-19 deixou 12 mil órfãos de até 6 anos no país, mostram cartórios

Ao menos 12.211 crianças de até seis anos de idade no Brasil ficaram órfãs de um dos pais vítimas da…
Biomarcador consegue prever gravidade da covid-19, segundo estudo

Biomarcador consegue prever gravidade da covid-19, segundo estudo

Um biomarcador usado para medir o nível de saúde celular permite calcular com precisão a probabilidade de uma pessoa desenvolver…
Placa de gasolina a R$ 8,99 assusta em Parauapebas

Placa de gasolina a R$ 8,99 assusta em Parauapebas

Uma foto de uma placa em um posto de combustível, ainda sequer aberto na PA-160, em Parauapebas, circulou as redes…