Correio de Carajás

Nem todos estão aptos a doar

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Para garantir o estoque de sangue e atender a demanda de hospitais públicos e privados de 37 municípios nas regiões sul e sudeste, o Hemocentro Regional de Marabá precisa de, em média, 200 doações por mês. O gesto de um doador é sempre bem-vindo e é capaz de ajudar a salvar até quatro pessoas. Porém, o que muitos não sabem é que quadros de anemia ou o simples fato de ter feito uma tatuagem recente ou ter tomado algum tipo de vacina podem inviabilizar a boa vontade de um doador em potencial.

O hemocentro recebe, aproximadamente, 500 voluntários interessados em doar sangue, segundo informações repassadas pela assistente social da intuição, Katiane Chaves. Embora as doações ultrapassem a meta, o número de pessoas fora do perfil de doador representa 24% da demanda mensal, quase um terço do sangue efetivamente coletado.

“Nós realizamos campanhas estratégicas, como por exemplo, a campanha junina, para que a gente consiga manter o nosso estoque transfusional abastecido. Uma vez que nós atendemos a uma demanda de 37 municípios, entre hospitais públicos e privados”, explica Katiane, informando que no mês de maio, 800 bolsas de sangue entraram nos estoques do hemocentro.

Leia mais:

Para doar os cerca 250 ml de sangue estabelecidos como norma, os voluntários precisam estar bem de saúde e passar por cadastro, triagem e entrevista. Nestas etapas, os doadores são avaliados pela idade, intervalo de doação (caso seja doador regular), além de condições de saúde, como lembra a coordenadora da agência transfusional do Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), hemoterapeuta Socorro Leão.

“Na entrevista vai ser avaliada a possibilidade, por exemplo, de doenças infectocontagiosas, comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis ou outras situações que possam causar algum dano ao receptor ou ao doador”, explica. Além disso, ela confirma que, durante a triagem hematológica, são identificados muitos casos de anemia, um dos fatores mais recorrentes e que causam a inaptidão do voluntário para doar.

Estoque

A médica destaca também a importância de que se mantenha o estoque regulador do hemocentro.  “É justamente para que o hemocentro possa fornecer sangue e hemocomponentes para os pacientes que necessitam, no tempo certo e com a agilidade necessária para cada caso”, atestou.

Ela também disse que os componentes sanguíneos têm durabilidade, ou seja, prazo de validade determinado, sendo necessário substitui-los dentro do período indicado. “Toda saída de sangue requer que a gente coloque no estoque uma quantidade correspondente para que não falte sangue para quem precisa”, reiterou.

Ela lembra que existem situações de pacientes que não podem aguardar muito tempo pela transfusão, sendo necessária a disponibilidade prévia das bolsas de sangue. “Quando você doa sangue, ele não vai estar logo disponível para o atendimento. Vai ter que passar por um processamento e exame sorológico. Então o aproveitamento desse sangue não é imediato”, esclarece.

Para doar

Para ser doador voluntário é preciso que as pessoas estejam saudáveis, alimentadas, com peso igual ou superior a 50 kg e ter idade entre 16 e 69 anos. Os menores de 18 anos devem apresentar autorização dos pais ou responsáveis para efetuar a ação. Também é necessário que os doadores não tenham tido hepatite após os 10 anos de idade, não portem doença de Chagas, diabetes ou epilepsia. A pessoa ainda não pode ter feito tratamento dentário nas últimas 72 horas.

Somente mulheres fora do período gestacional podem ser doadoras, a partir dos três meses após o parto ou fora do período de amamentação. E, para quem já é doador voluntário, é necessário esperar 60 dias entre uma doação e outra, no caso dos homens, e 90 dias, no caso das mulheres. 

Arraial do Hemopa começa nesta segunda-feira

Aproveitando o período junino, o Hemocentro Regional de Marabá convoca a comunidade marabaense para participar do Arraial do Hemopa, que acontece nesta segunda (19) a sexta-feira (23). Com o tema ‘No Arraial do Hemopa temos alegria e doação de sangue’, a instituição espera arrecadar, pelo menos, a meta de 200 coletas de sangue.

“Estipulamos essa meta e esperamos não só atingir, como até ultrapassar esse número. Mesmo porque nós temos o objetivo de garantir o estoque transfusional para o período de festa junina”, confirmou Katiane Chaves, assistente social do hemocentro.

“Queria convidar a todos para participar dessa campanha, em que estaremos realizando uma belíssima festa junina. Teremos distribuição de camisetas, comidas típicas, muito arrasta-pé, brindes, pescaria e muita alegria. Então você que é doador voluntário de sangue e você que ainda não se tornou um doador, procure o Hemocentro”, chamou Katiane.  O Hemopa está localizado na Rodovia Transamazônica, BR-230, no Bairro Amapá, núcleo Cidade Nova. A campanha acontece de 19 a 23 de junho, das 7 as 13 horas. 

SAIBA MAIS – Os tipos sanguíneos mais raros em Marabá são RH negativo, como informou a hemoterapeuta Socorro Leão. “O negativo é um raro tipo que a gente precisa muito, porque além de tudo, ele pode atender outros grupos sanguíneos RH negativo”. 

(Nathália Viegas)

Foto: Evangelista Rocha

Para garantir o estoque de sangue e atender a demanda de hospitais públicos e privados de 37 municípios nas regiões sul e sudeste, o Hemocentro Regional de Marabá precisa de, em média, 200 doações por mês. O gesto de um doador é sempre bem-vindo e é capaz de ajudar a salvar até quatro pessoas. Porém, o que muitos não sabem é que quadros de anemia ou o simples fato de ter feito uma tatuagem recente ou ter tomado algum tipo de vacina podem inviabilizar a boa vontade de um doador em potencial.

O hemocentro recebe, aproximadamente, 500 voluntários interessados em doar sangue, segundo informações repassadas pela assistente social da intuição, Katiane Chaves. Embora as doações ultrapassem a meta, o número de pessoas fora do perfil de doador representa 24% da demanda mensal, quase um terço do sangue efetivamente coletado.

“Nós realizamos campanhas estratégicas, como por exemplo, a campanha junina, para que a gente consiga manter o nosso estoque transfusional abastecido. Uma vez que nós atendemos a uma demanda de 37 municípios, entre hospitais públicos e privados”, explica Katiane, informando que no mês de maio, 800 bolsas de sangue entraram nos estoques do hemocentro.

Para doar os cerca 250 ml de sangue estabelecidos como norma, os voluntários precisam estar bem de saúde e passar por cadastro, triagem e entrevista. Nestas etapas, os doadores são avaliados pela idade, intervalo de doação (caso seja doador regular), além de condições de saúde, como lembra a coordenadora da agência transfusional do Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), hemoterapeuta Socorro Leão.

“Na entrevista vai ser avaliada a possibilidade, por exemplo, de doenças infectocontagiosas, comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis ou outras situações que possam causar algum dano ao receptor ou ao doador”, explica. Além disso, ela confirma que, durante a triagem hematológica, são identificados muitos casos de anemia, um dos fatores mais recorrentes e que causam a inaptidão do voluntário para doar.

Estoque

A médica destaca também a importância de que se mantenha o estoque regulador do hemocentro.  “É justamente para que o hemocentro possa fornecer sangue e hemocomponentes para os pacientes que necessitam, no tempo certo e com a agilidade necessária para cada caso”, atestou.

Ela também disse que os componentes sanguíneos têm durabilidade, ou seja, prazo de validade determinado, sendo necessário substitui-los dentro do período indicado. “Toda saída de sangue requer que a gente coloque no estoque uma quantidade correspondente para que não falte sangue para quem precisa”, reiterou.

Ela lembra que existem situações de pacientes que não podem aguardar muito tempo pela transfusão, sendo necessária a disponibilidade prévia das bolsas de sangue. “Quando você doa sangue, ele não vai estar logo disponível para o atendimento. Vai ter que passar por um processamento e exame sorológico. Então o aproveitamento desse sangue não é imediato”, esclarece.

Para doar

Para ser doador voluntário é preciso que as pessoas estejam saudáveis, alimentadas, com peso igual ou superior a 50 kg e ter idade entre 16 e 69 anos. Os menores de 18 anos devem apresentar autorização dos pais ou responsáveis para efetuar a ação. Também é necessário que os doadores não tenham tido hepatite após os 10 anos de idade, não portem doença de Chagas, diabetes ou epilepsia. A pessoa ainda não pode ter feito tratamento dentário nas últimas 72 horas.

Somente mulheres fora do período gestacional podem ser doadoras, a partir dos três meses após o parto ou fora do período de amamentação. E, para quem já é doador voluntário, é necessário esperar 60 dias entre uma doação e outra, no caso dos homens, e 90 dias, no caso das mulheres. 

Arraial do Hemopa começa nesta segunda-feira

Aproveitando o período junino, o Hemocentro Regional de Marabá convoca a comunidade marabaense para participar do Arraial do Hemopa, que acontece nesta segunda (19) a sexta-feira (23). Com o tema ‘No Arraial do Hemopa temos alegria e doação de sangue’, a instituição espera arrecadar, pelo menos, a meta de 200 coletas de sangue.

“Estipulamos essa meta e esperamos não só atingir, como até ultrapassar esse número. Mesmo porque nós temos o objetivo de garantir o estoque transfusional para o período de festa junina”, confirmou Katiane Chaves, assistente social do hemocentro.

“Queria convidar a todos para participar dessa campanha, em que estaremos realizando uma belíssima festa junina. Teremos distribuição de camisetas, comidas típicas, muito arrasta-pé, brindes, pescaria e muita alegria. Então você que é doador voluntário de sangue e você que ainda não se tornou um doador, procure o Hemocentro”, chamou Katiane.  O Hemopa está localizado na Rodovia Transamazônica, BR-230, no Bairro Amapá, núcleo Cidade Nova. A campanha acontece de 19 a 23 de junho, das 7 as 13 horas. 

SAIBA MAIS – Os tipos sanguíneos mais raros em Marabá são RH negativo, como informou a hemoterapeuta Socorro Leão. “O negativo é um raro tipo que a gente precisa muito, porque além de tudo, ele pode atender outros grupos sanguíneos RH negativo”. 

(Nathália Viegas)

Foto: Evangelista Rocha

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