Correio de Carajás

Namoradas são crivadas a bala em Itupiranga; uma morreu

Patrícia Lucena, de 28 anos, morreu no local ao ser baleada junto com sua companheira
Por: Luiz Carlos Silva (freelancer) e Josseli Carvalho

Um homicídio e uma tentativa de homicídio foram registrados na madrugada desta quinta-feira (22), por volta de 1h, no bairro Vitória, na Rua Ipiranga, nº 160, na cidade de Itupiranga, a 50 km de Marabá. Duas mulheres foram baleadas dentro de uma residência por criminosos ainda não identificados.

De acordo com informações apuradas pela reportagem do Correio junto às autoridades, uma guarnição plantonista da Polícia Militar foi acionada por Sandra Pereira Cavalcante, que relatou a presença de duas vítimas de disparos de arma de fogo no local. Ao chegar ao endereço informado, a PM confirmou a tragédia.

Uma das vítimas, identificada como Patrícia Lucena Souza, de 28 anos, natural de Dom Eliseu, não resistiu aos ferimentos e morreu ali mesmo no local antes que o socorro chegasse. A outra vítima, Bárbara Silva Moreira, de 24 anos, natural de Jacundá e namorada de Patrícia, foi atingida pelos disparos e socorrida por uma equipe de ambulância, sendo encaminhada para atendimento médico.

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Segundo o que relatou Bárbara à polícia, dois indivíduos encapuzados, que estavam em uma motocicleta, invadiram a residência e efetuaram vários disparos contra as duas mulheres. Após a ação criminosa, os suspeitos fugiram tomando rumo ignorado.

A Polícia Militar realizou a preservação do local do crime para os procedimentos de praxe e comunicou o fato à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação. Diligências seguem sendo realizadas com o objetivo de identificar e localizar os autores do crime.

Uma equipe do Centro de Perícia Científica Renato Chaves esteve no local para levantamento da área e a remoção do corpo ao Instituto Médico Legal de Marabá, onde foi submetido a exames de necropsia.

Uma tia de Patrícia Lucena concedeu entrevista à reportagem do CORREIO em Marabá e pediu reserva de seu nome. Ela contou que sabia que a sobrinha tomava bastante bebida alcóolica e seria vinculada a uma facção criminosa e mantinha um relacionamento amoroso com uma jovem de Itupiranga. “Ela era muito arteira. Passava de dois a três dias sumida, embora trabalhasse como doméstica. A Patrícia estava sendo ameaçada e não foi embora, mas decidiu ir para a casa da namorada e acabou morrendo quando os bandidos invadiram a residência em que estavam”, lamentou.