Correio de Carajás

Mulheres voltam a protestar e clamam por visita a presos

Com cartazes e palavras de ordem, familiares de internos se reuniram em frente ao Fórum para cobrar posicionamento da Justiça (Foto: Josseli Carvalho)
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Quem se desloca do núcleo Cidade Nova para a Nova Marabá nesta manhã de quinta-feira (18) deve se perguntar o que acontece em frente ao Fórum Juiz José Elias Monteiro Lopes. É que cerca de 50 mulheres estão mobilizadas, desde cedo, em frente à sede do Poder Judiciário em uma manifestação — a segunda em menos de um mês.

Com faixas, cartazes e um carro de som, as mulheres, que são familiares de internos do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (CRAMA), requerem do titular da Vara de Execuções Penais o direito às visitas sociais, suspensas após a rebelião ocorrida no início do ano.

Jéssica Cunha Campos, que está à frente do protesto e também é esposa de um dos internos, narra que a finalidade do reclame é saber o que se passa na casa de recuperação. “Queremos saber o que está acontecendo lá dentro. Só pedimos uma posição da Justiça e do Ministério Público. Apenas isso”, conta.

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Segundo ela, que não vê o marido (preso desde 2012) há dois meses, é injusto que 700 detentos paguem pelo erro de 12 (número de fugitivos na agitação carcerária). “Nós queremos visitá-los (os presos) justamente para saber como estão, porque eles (agentes prisionais) só nos repassam coisas básicas. Esse é um direito garantido em lei. Quem não cumpre a lei comete crime e queremos saber quem será responsável por pagá-lo”, exclama.

Questionada pelo CORREIO sobre se alguma denúncia foi protocolada junto ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Jéssica diz que o grupo ainda não reuniu provas para isso. “Ficamos com receio de entrar com denúncias, pois não há provas concretas ainda. Soubemos de algumas coisas que ocorreram lá — não entrarei em detalhes sobre —, mas foi apenas via áudios de WhatsApp dos internos que já saíram”, argumenta.

As mulheres aguardam um juiz ou secretário do Fórum para atendê-las e só sairão de lá quando isso acontecer. “O protesto segue até alguém vir aqui falar conosco”, afirma a líder da manifestação.

ENTENDA

Após a rebelião ocorrida no dia 4 de janeiro, o Estado iniciou uma intervenção que conteve a revolta e suspendeu as visitas sociais por 60 dias. A previsão é de que, após o dia 4 de março, elas voltem a acontecer.

Ainda em janeiro, o secretário de Administração Penitenciária, Jarbas Vasconcelos, anunciou que estão sendo construídas duas novas unidades no complexo onde fica localizado o CRAMA. Uma para o regime semiaberto, com 200 vagas, e outra para o regime fechado, com um total de 306 novas vagas. Ambos têm previsão de inauguração neste primeiro semestre de 2020. (Vinícius Soares)

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