📅 Publicado em 21/07/2026 15h44✏️ Atualizado em 21/07/2026 15h48
Duas mulheres foram presas pela Polícia Civil, em Marabá, ao serem flagradas em posse de medicamentos comercializados de forma irregular. Patrícia Angélica Leite Duarte e Victoria Raynna Silva Marinho receberam voz de prisão durante cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Rua Pedro Marinho, no Núcleo Cidade Nova.
A ação policial ocorreu no sábado (18), mas foi divulgada nesta terça-feira (21). De acordo com o boletim registrado pela Polícia Civil, durante as diligências no imóvel, os policiais apreenderam diversos materiais relacionados à aplicação e comercialização de medicamentos.
Entre os itens encontrados estavam caixas de produtos identificados como Tirzendral 15, TG 15 e Tirzec 15. Os três são diferentes marcas ou versões de um mesmo medicamento: a tirzepatida. Trata-se de um princípio ativo indicado originalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e que também é muito utilizado para o emagrecimento.
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No Brasil, contudo, a única tirzepatida aprovada pela Anvisa é a marca Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly. Outros produtos, considerados irregulares e de origem desconhecida, não possuem garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade, por isso, não devem ser usados em nenhuma hipótese.
Também foram aprovados frascos de Glow GHK-Cu, que é um peptídeo associado à regeneração da pele e cicatrização estudado para fins estéticos. Acontece que a versão injetável do composto ainda está sendo pesquisada e não tem aprovação para uso em humanos no Brasil.
Os policiais apreenderam, também, seringas, agulhas, álcool swabs, adesivos, embalagens e sacolas utilizadas para entrega. Foram recolhidas, ainda, três máquinas de cartão, dois aparelhos celulares e valores em moedas estrangeiras, incluindo pesos argentinos, colombianos e uruguaios, além de libras esterlinas.

Dando continuidade à operação, os policiais civis realizaram buscas em um segundo endereço, localizado na Rua João Pessoa. No entanto, se identificou que o imóvel era ocupado por pessoas que não tinham relação com a investigação. Por esse motivo, nenhuma apreensão foi realizada.
A ação foi realizada por equipes da Unidade Integrada de Polícia de São Félix, com apoio da Delegacia da Cidade Nova e da Seccional Urbana de Marabá. A decisão judicial havia sido expedida no âmbito da Representação Cautelar Sigilosa.
Após a ação, as duas mulheres foram conduzidas à Polícia Civil, onde foram autuadas em flagrante pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Patrícia e Victoria foram posteriormente encaminhadas para audiência de custódia. O Correio de Carajás não teve acesso às mulheres para ouvir a versão delas para os fatos.
O caso segue sob investigação do delegado Willian Crispin, que deverá apurar a origem dos produtos apreendidos e a possível extensão da atividade investigada.
