Correio de Carajás

Morte de prefeito leva a prisão de empresários em Breu Branco

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Mandados de prisão preventiva contra três empresários de Breu Branco, a 248 quilômetros de Marabá, foram cumpridos durante a operação Burserina, desencadeada nesta manhã, terça-feira (7), pela Polícia Civil.

Dentre os alvos estão Ricardo José Peçanha Lauria, Evanoel Almeida de Araújo e Neilton Carlos da Silva Sena. O primeiro já havia sido preso anteriormente acusado pela morte do ex prefeito da cidade, Diego Kolling, conhecido como Alemão, assassinado em 16 de maio de 2017 enquanto pedalava na Rodovia PA-263, que liga as cidades de Tucuruí e Goianésia do Pará.

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A ação desta terça foi desencadeada pela Delegacia de Repressão a Defraudações Públicas (DRDP), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado-DRCO. Além dos mandados de prisão preventiva cumpridos em Breu Branco, Tucuruí e Belém, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em residências e órgãos públicos de Breu Branco.

De acordo com a Polícia Civil, em decorrência da Operação Hades, que investiga a morte do prefeito, foram coletadas informações sobre desvios de recursos públicos da administração pública municipal.

A partir disso, a Polícia Civil constatou que empresas eram constituídas unicamente para compor quórum para instalação de licitações na Prefeitura de Breu Branco, enquanto outras previamente ajustadas garantiam a vitória no certame licitatório a fim de contratar com o ente público e fazer valer, dessa forma, seus interesses econômicos.

As pessoas presas durante a operação de hoje eram aquelas que compunham as empresas fraudadoras dos processos: MAK Empreendimentos Construções; DNR Construções; e Atitude Empreendimentos.

As investigações apontaram que as empresas, em nome de laranjas, atuavam apenas em procedimentos licitatórios junto à administração pública. Dessa forma, através de ajuste prévio, ocorria a escolha fraudulentamente da empresa vencedora da licitação, a qual contratava com o município com desvantagem para o erário, culminando no desvio de recursos públicos.

Segundo a Polícia Civil, grande quantidade de material probatório foi colhido durante as buscas nos domicílios dos presos, de outros investigados e nos órgãos da Prefeitura. Os empresários foram encaminhados à Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), responsável por mantê-los recolhidos à disposição do Judiciário.

O caso está sendo investigado pelo delegado Carlos Vieira, titular da Delegacia de Repressão a Defraudações Públicas, presidente do inquérito policial, que representou pelas medidas cautelares de prisão preventiva contra os investigados.(Luciana Marschall)

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