Correio de Carajás

Morte de pet causa um luto mais intenso do que a de parentes, diz estudo

Pesquisa mostrou que o risco de desenvolvimento de luto prolongado após a morte de um animal de estimação pode ser superior ao de outras perdas humanas

Foto: Freepik

A conexão entre um humano e o seu pet pode ser tão intensa que, ao perder o animal de estimação, a dor do luto pode ser mais intensa do que quando um parente morre. É o que indica um novo estudo publicado na quarta-feira (14) na revista científica Plos One.

De acordo com a pesquisa, um em cada cinco adultos entrevistados no Reino Unido que vivenciaram a morte de um pet afirmam que a experiência foi mais angustiante do que a morte de um ente querido, com taxas significativas de sintomas de transtorno de luto prolongado.

O estudo foi realizado com 975 adultos do Reino Unido e reuniu informações sobre diferentes tipos de luto, luto doloroso e sintomas de luto prolongado. Segundo a pesquisa, um terço (32,6%) dos entrevistados vivenciou a morte de um animal de estimação, e quase todos também vivenciaram a morte de um ente querido. Para 21% dessas pessoas, a morte do pet foi mais dolorosa do que a do parente.

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Além disso, a taxa condicional de luto prolongado após a morte de um animal de estimação foi de 7,5%, semelhante a muitos outros tipos de perdas humanas.

O risco relativo de luto prolongado após a perda de um animal de estimação foi de 1,27, e a perda de um animal de estimação representou 8,1% de todos os casos de luto prolongado na população, ambos valores superiores aos de muitos outros tipos de perdas humanas.

Para os autores do estudo, as descobertas fornecem evidências consistentes de que as pessoas podem experimentar níveis clinicamente relevantes de luto prolongado após a morte de um animal de estimação.

“Considerando as evidências de que as pessoas consideram o luto relacionado à morte de um animal de estimação menos legítimo do que o luto relacionado à morte de uma pessoa, e que muitas pessoas que sofrem a perda de seu animal de estimação se sentem envergonhadas e isoladas como resultado, a decisão de excluir a perda de um animal de estimação do critério de luto pode ser vista não apenas como cientificamente equivocada, mas também como insensível”, finalizam os autores.

(Fonte:CNN Brasil/Gabriela Maraccini)