Correio de Carajás

Morte de Elane não foi acidental, foi crime, afirma delegado

Delegado Mororó: “O que houve lá é um lamentável episódio criminoso”/Foto: Evangelista Rocha
Por: Por Chagas Filho
✏️ Atualizado em 29/01/2026 11h06

A morte de Elane Freitas Carvalho, de 22 anos, não foi por afogamento. A afirmação é do delegado Antônio Mororó, superintendente regional de Polícia Civil. Ele determinou prioridade máxima para investigar o rumoroso caso registrado no município de São Domingos do Araguaia, a 50 km de Marabá.

“A gente não trabalha e nunca trabalhou com qualquer ideia de morte acidental. O que houve lá é um lamentável episódio criminoso e a resposta será dura”, afirmou o policial durante coletiva de Imprensa nesta quarta-feira (28).

O corpo de Elane foi encontrado no último dia 22, em um córrego que corta a Travessa Oswaldo Multran, no centro de São Domingos do Araguaia. Segundo o Instituto Médico Legal (IML) de Marabá, Elane sofreu asfixia mecânica, que pode ter diversas causas, como afogamento, mas também estrangulamento.

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“Não serão economizados esforços no sentido de desvendar a autoria desse crime”, afirmou o delegado Antônio Mororó, ao observar que todas as informações consideradas relevantes serão analisadas pelos investigadores da Polícia Civil.

Na última segunda-feira (26), familiares e amigos de Elane fizeram protesto, cobrando justiça para o caso. Sobre o assunto, delegado Mororó declarou: “A manifestação pacífica é um direito legítimo, com maior razão num caso de tamanha repercussão que choca a comunidade… É totalmente compreensível a manifestação; e o papel que cabe à Polícia Judiciária é a resposta, que com toda certeza será dada à altura que o caso requer”.