Correio de Carajás

Moradores de Marabá, Parauapebas e região se dividem sobre tomar a vacina contra covid-19

Informações contraditórias nas redes sociais e na mídia tradicional ajudam a dividir opiniões sobre a eficácia da vacina
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A vacina contra a Covid-19 é uma realidade no Pará. O Estado recebeu nesta terça-feira (18), 173.240 doses, incluindo mais 48 mil doses destinadas aos indígenas. O Correio de Carajás entrevistou leitores do Portal em Parauapebas para saber quem está pronto para se vacinar. 

A autorização emergencial aprovada pela Anvisa no domingo (17) trouxe novamente a temática da vacinação no Brasil. Mesmo o primeiro lote sendo para grupos de risco, como profissionais de saúde que atuam na linha da frente da pandemia, indígenas em aldeias e idosos, parte da população ainda tem dúvida sobre a eficácia da vacina, gerando dúvida entre se imunizar ou não. 

O radialista Renato Lima, 47 anos, que atua em Parauapebas, afirmou que até o momento está decidido a não se vacinar, já que houve uma enxurrada de informações colocando em xeque a porcentagem da eficácia da vacina.

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O radialista Renato Lima afirma que até o momento está decidido a não se vacinar

O investigador Abraão Silveira Teixeira, 56 anos, também de Parauapebas, destaca que assim que a vacina estiver disponível para sua faixa etária vai tomá-la. “Tem o lado contra e a favor, mas, eu sou do lado da ciência, se foi aprovada e liberada por eles, eu acredito”, sustentou.

Para a operadora de caixa Thalita Fernandes, 25 anos, de Parauapebas, a decisão está decretada. “Vou me vacinar, o imunizante foi estudado para suprir a demanda para enfrentar a pandemia que atingiu o mundo”.

Thalita Fernandes, de Parauapebas: “a decisão está decretada: vou me vacinar”

Na contramão de Thalita, a assistente de serviços gerais, Joelma Oliveira Feitosa, 47 anos, de Serra Pelada, disse que não irá se vacinar. “Ontem estava conversando com a minha família sobre isso, muita gente falou que não ia tomar não. Eu também não vou, porque acho que ela vem para matar a gente”. 

“Eu tomo sim, por que não?!”, responde interrogando a funcionária doméstica Neiva Sueli Pereira, 43 anos, de Marabá. Esta sempre foi a única opção para ela, e se surpreende com o número de pessoas que optam pela não imunização, já que este é um benefício para ajudar toda a população.   

A assistente social e empresária Edileia Pereira Gomes Barbosa, 37 anos, moradora de Redenção, garante que quando chegar a vez dela, será vacinada. “Pena que ainda não tem para todo mundo”, lamenta, relembrando ainda que houve medo no começo, porém, disse que uma criança tem reações às vacinas destinadas à idade delas.

Edileia: “pena que ainda não tem vacina para todo mundo”

Quem também faz parte do time pró-vacina é a aposentada Maria Cleia Eloi, 64 anos, residente em Rurópolis. Ela afirma que não tem medo do vírus, mas que isso não é motivo para não se proteger. “Não custa vacinar e ter fé em Deus”.  

Maria Cleia: Não custa vacinar e ter fé em Deus

Aos 78 anos de idade, vivendo em Casa de Tábua, distrito de Santa Maria das Barreiras, Mariana Pereira Mota da Silva, disse não saber o que fazer. “Uns dizem que se tomar a vacina morre, outros falam que a gente pode viver, confesso que fico preocupada, mas, se me disserem para eu tomar eu tomo. Se for para curar é bom né?!”, diverte-se. 

Do município de Cumaru do Norte, a empresária Maria Helena, 57 anos, é hashtag pela não vacinação. Ela também nunca fez uso de vacinas contra o sarampo e da gripe, por exemplo, por sempre temer as reações. “Quando meu marido tomava, principalmente a da gripe, ficava três dias passando muito mal. Então, eu não quero”. (Theíza Cristhine, Ronaldo Modesto e Núbia Mara)

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