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Minérios e empregos

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É muito engraçado, para não dizer trágico. O Pará, um gigante sentado sobre as maiores riquezas minerais do planeta, ainda patina no subdesenvolvimento humano – basta ver a situação do Marajó. Enquanto a miséria rola solta, grandes multinacionais que exploram ferro, níquel, cobre e alumínio, montam fábricas em outros estados, como Ceará e Maranhão, para onde os minérios são levados. Quer dizer, empregos e renda fora daqui.

Falência de modelo

Ou seja, aqui sobram isenções fiscais, como os R$ 7,5 bilhões concedidos à norueguesa Hydro, que polui e mata pessoas em Barcarena, e ficam os imensos buracos no solo. Além, logicamente, dos problemas sociais para migrantes que chegam na expectativa da miragem de empregos. Falta segurança, saúde e escolas. Os empregos estão indo embora. Nem trabalho há. É um modelo falido de governo.

O estrago do vice

O vice, Zequinha Marinho, deu um traço no governador Simão Jatene. Decidiu ficar no governo, melou os planos de Jatene, mas também prejudicou a ele mesmo. E, quem sabe, o destino político da própria mulher, a deputada federal Júlia Marinho. O governador ainda está atônito. Fica com a máquina nas mãos, mas não poderá ser candidato a nada. Apóia o deputado Márcio Miranda, que ainda tenta se posicionar diante da situação criada por Marinho.

Se vira nos trinta

O desafio de Márcio Miranda é duplo diante da nova realidade construída para a candidatura dele. Jatene queria sair do governo juntamente com o vice para que o deputado assumisse o cargo, na condição de presidente da Assembleia Legislativa. Com isso, Miranda construiria sua candidatura com base no curto desempenho que teria como governador. Agora, ele terá de conviver com o desgaste que a gestão de Jatene carrega. Como irá reagir, ainda não se sabe.

Duas CPIs valem uma?

Em Brasília, com mais de 230 assinaturas, a CPI das mineradoras – leia-se, principalmente, a norueguesa Hydro – só depende, para ser instalada, do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia. É que há outras CPIs na fila e seus autores defendem que elas passem à frente da CPI paraense. Os deputados Edmilson, Jordy, Elcione e Eder Mauro pressionam para que a das mineradoras tenha prioridade. O cabo-de-guerra já está esticado.

Pizza tucana

A CPI da Assembleia Legislativa, por outro lado, já foi instalada e começou a trabalhar. Há quem diga que ela tende a ir do nada a lugar nenhum. Seria uma CPI para norueguês ver, embora o maior interessado em que ela não avance seja o próprio governador Simão Jatene. Essa CPI, já se diz pelos corredores da Alepa, tem cheiro e sabor de pizza. Uma pizza ao molho tucano.

 

_______________________BASTIDORES______________________

* Repercute no Pará a investigação para apurar se há empresa de fake news pronta para atuar no estado na eleição de outubro próximo. O ministro Luiz Fux, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quer reprimir essa prática nociva à democracia.

* Fux determinou que seja feita investigação nos estados para desbaratar pessoas e robôs empenhadas em desmoralizar adversários com notícias falsas. Em 2014, as fake news atuaram nas campanhas dos candidatos a presidente Dilma Rousseff e Aécio Neves, manipulando votos.

* Denúncia recente explodiu na Inglaterra, sobre a utilização de dados de 50 milhões pessoas em campanha eleitoral. A empresa Cambridge Analytica, que participou da campanha de Donald Trump, obteve dados sigilosos de usuários do Facebook e usou as informações para ajudar a eleger o presidente americano em 2016.

* O clima é pesado na Secretaria de Finanças (Sefin), da prefeitura de Belém, segundo denúncias chegadas à coluna. O alvo é o atual secretário, José Batista Capeloni, que estaria permitindo agressões e assédios contra servidores por parte de amigos do prefeito Zenaldo Coutinho e dele próprio.

* Uma das agressões, pelo menos, já virou boletim policial. Semanas atrás, uma pessoa que se intitulava amiga de Zenaldo agrediu verbalmente uma servidora e uma estagiaria, que ficou traumatizada.

* Além dos gritos e ofensas, o tal amigo de poderosos chegou a bater com um papel de consulta nas costas da estagiária. A servidora e a estagiária correram para a polícia, que tomou o depoimento das duas e abriu inquérito.

Minérios e empregos

É muito engraçado, para não dizer trágico. O Pará, um gigante sentado sobre as maiores riquezas minerais do planeta, ainda patina no subdesenvolvimento humano – basta ver a situação do Marajó. Enquanto a miséria rola solta, grandes multinacionais que exploram ferro, níquel, cobre e alumínio, montam fábricas em outros estados, como Ceará e Maranhão, para onde os minérios são levados. Quer dizer, empregos e renda fora daqui.

Falência de modelo

Ou seja, aqui sobram isenções fiscais, como os R$ 7,5 bilhões concedidos à norueguesa Hydro, que polui e mata pessoas em Barcarena, e ficam os imensos buracos no solo. Além, logicamente, dos problemas sociais para migrantes que chegam na expectativa da miragem de empregos. Falta segurança, saúde e escolas. Os empregos estão indo embora. Nem trabalho há. É um modelo falido de governo.

O estrago do vice

O vice, Zequinha Marinho, deu um traço no governador Simão Jatene. Decidiu ficar no governo, melou os planos de Jatene, mas também prejudicou a ele mesmo. E, quem sabe, o destino político da própria mulher, a deputada federal Júlia Marinho. O governador ainda está atônito. Fica com a máquina nas mãos, mas não poderá ser candidato a nada. Apóia o deputado Márcio Miranda, que ainda tenta se posicionar diante da situação criada por Marinho.

Se vira nos trinta

O desafio de Márcio Miranda é duplo diante da nova realidade construída para a candidatura dele. Jatene queria sair do governo juntamente com o vice para que o deputado assumisse o cargo, na condição de presidente da Assembleia Legislativa. Com isso, Miranda construiria sua candidatura com base no curto desempenho que teria como governador. Agora, ele terá de conviver com o desgaste que a gestão de Jatene carrega. Como irá reagir, ainda não se sabe.

Duas CPIs valem uma?

Em Brasília, com mais de 230 assinaturas, a CPI das mineradoras – leia-se, principalmente, a norueguesa Hydro – só depende, para ser instalada, do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia. É que há outras CPIs na fila e seus autores defendem que elas passem à frente da CPI paraense. Os deputados Edmilson, Jordy, Elcione e Eder Mauro pressionam para que a das mineradoras tenha prioridade. O cabo-de-guerra já está esticado.

Pizza tucana

A CPI da Assembleia Legislativa, por outro lado, já foi instalada e começou a trabalhar. Há quem diga que ela tende a ir do nada a lugar nenhum. Seria uma CPI para norueguês ver, embora o maior interessado em que ela não avance seja o próprio governador Simão Jatene. Essa CPI, já se diz pelos corredores da Alepa, tem cheiro e sabor de pizza. Uma pizza ao molho tucano.

 

_______________________BASTIDORES______________________

* Repercute no Pará a investigação para apurar se há empresa de fake news pronta para atuar no estado na eleição de outubro próximo. O ministro Luiz Fux, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quer reprimir essa prática nociva à democracia.

* Fux determinou que seja feita investigação nos estados para desbaratar pessoas e robôs empenhadas em desmoralizar adversários com notícias falsas. Em 2014, as fake news atuaram nas campanhas dos candidatos a presidente Dilma Rousseff e Aécio Neves, manipulando votos.

* Denúncia recente explodiu na Inglaterra, sobre a utilização de dados de 50 milhões pessoas em campanha eleitoral. A empresa Cambridge Analytica, que participou da campanha de Donald Trump, obteve dados sigilosos de usuários do Facebook e usou as informações para ajudar a eleger o presidente americano em 2016.

* O clima é pesado na Secretaria de Finanças (Sefin), da prefeitura de Belém, segundo denúncias chegadas à coluna. O alvo é o atual secretário, José Batista Capeloni, que estaria permitindo agressões e assédios contra servidores por parte de amigos do prefeito Zenaldo Coutinho e dele próprio.

* Uma das agressões, pelo menos, já virou boletim policial. Semanas atrás, uma pessoa que se intitulava amiga de Zenaldo agrediu verbalmente uma servidora e uma estagiaria, que ficou traumatizada.

* Além dos gritos e ofensas, o tal amigo de poderosos chegou a bater com um papel de consulta nas costas da estagiária. A servidora e a estagiária correram para a polícia, que tomou o depoimento das duas e abriu inquérito.

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